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Engenharias

Com muita técnica, cálculos e lógica, esses cursos formam os profissionais “resolvedores de problemas”, que vão desenvolver produtos e processos na era da Indústria 4.0

Engenharia Ambiental e Sanitária

A necessidade de preservação do meio ambiente é um fato. A população está atenta a essa questão e as indústrias já se deram conta de que precisam considerar uma produção sustentável. Daí a importância do engenheiro ambiental e sanitarista. “A demanda por esse profissional é grande perante os fatos de degradação ambiental e tragédias que temos vivenciado nos últimos anos”, afirma André Ribeiro, coordenador do bacharelado em Engenharia Ambiental e Sanitária da Universidade Federal de Lavras (Ufla), em Minas Gerais.

Esse bacharel pode atuar em processos de licenciamento ambiental, como consultor na elaboração de projetos de saneamento e recuperação de áreas degradadas, em planos para coleta de efluentes e drenagem urbana, em projetos de estações de tratamento de água e esgoto, dimensionamento de aterros sanitários e obras de terra (barragens e terraplanagem).

Os cursos têm um currículo multidisciplinar, com matérias de exatas e biológicas. Estuda-se física, química e matemática, mas também ecologia, hidrologia e geologia. As melhores escolas oferecem laboratórios equipados e campos experimentais, onde o aluno consegue vivenciar a prática dos conteúdos aprendidos em sala de aula.

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Engenharia Civil

O setor imobiliário volta a dar sinais de crescimento no País, uma boa notícia para os engenheiros, que têm na construção civil o seu maior empregador. “As ofertas de estágio dão uma ideia da situação do setor. No momento, a procura pelos discentes voltou”, conta Lucieni Lorenzi, chefe do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), de Porto Alegre (RS). Responsável por projetar e executar os mais diversos tipos de obras, o engenheiro civil acompanha todas as etapas da construção, da análise do solo às redes de instalação elétrica e hidráulica. Além da construção civil, também pode atuar em setores como transportes, recursos hídricos, estruturas e geotécnica. Um desafio na formação é manter-se atualizado com as novas tecnologias. A professora Lucieni cita como exemplo o uso do sistema BIM (Building Information Modeling): “É um processo de modelagem em que os softwares têm comunicação entre si agilizando o trabalho do engenheiro”, explica. As melhores escolas já estão colocando esse tipo de conteúdo em suas grades curriculares, tradicionalmente fortes em matemática, física e em outras disciplinas que envolvem cálculo.

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Engenharia de Alimentos

As pessoas estão mais conscientes e exigentes em relação à qualidade e segurança dos alimentos que chegam à sua mesa. Atender a tal demanda é um dos objetivos desse engenheiro, que trabalha na produção de alimentos, desenvolvendo novos produtos e controlando processos, como preparação, fabricação e distribuição. Ele atua, principalmente, em indústrias alimentícias, mas também nos setores químico, farmacêutico e de serviços de alimentação e refeições, além de órgãos públicos de fiscalização.

Para Priscilla Efraim, professora do curso de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o grande desafio desse profissional “está em olhar a área de alimentos de forma multifuncional, com aspectos que envolvem a sustentabilidade em dimensões econômica, ambiental e social”.

Os cursos investem em uma base forte de matemática e física, além de química e biologia. Entre as disciplinas específicas, estão processamento de alimentos, controle de qualidade, tecnologia de embalagens e segurança alimentar. As boas graduações devem aliar teoria e prática, em atividades como o processamento de matérias-primas em plantas-piloto, simulando os processos industriais.

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Engenharia da Computação

O curso de Engenharia da Computação forma o profissional que vai projetar sistemas digitais, computacionais (hardwares) e até robôs. Uma particularidade dessa graduação é que ela pode mesclar diretrizes curriculares tanto dos cursos de engenharia (como na área de Elétrica) como dos cursos de computação (como Ciência da Computação).

Por causa de sua forte formação na área de hardware, o profissional também atua nos setores de automação e controle, além de robótica. As áreas de engenharia eletrônica, telecomunicações e sistemas embarcados – sistemas de controle presentes em quase todas as máquinas que usamos no dia a dia, como os eletrodomésticos – são outras possibilidades de atuação.

Entre as características que fazem uma boa graduação, a professora Thaís Gaudencio, do curso de Engenharia da Computação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), chama a atenção para a importância da infraestrutura: “É interessante ter um laboratório de hardware com equipamentos de circuitos lógicos, eletricidade, eletrônica, microcontroladores e robótica, além de bons laboratórios de software com computadores para que os alunos tenham aulas práticas”.

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Engenharia de Controle e Automação

A Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial se refere à digitalização do ambiente industrial, com novas tecnologias tornando os processos mais eficientes e produtivos. Termos como inteligência artificial, internet das coisas e big data são assuntos cada vez mais em alta. “Estamos falando em processos a distância, controles em tempo real de plantas industriais deslocadas e automação dos produtos, como os carros autônomos. Ainda há muitas novidades que chegarão”, conta Renato Giacomini, coordenador do Departamento de Automação e Controle do Centro Universitário FEI, em São Bernardo do Campo (SP).

É para essa direção que os cursos estão apontando seus currículos para formar o engenheiro que projeta, gerencia e opera sistemas automatizados de controle de equipamentos na indústria. Quem quer fazer esse bacharelado precisa estar preparado para lidar com muita ciência exata. Cálculo, física, computação, mecânica e eletrônica fazem parte da grade curricular.

Mesmo num momento de recessão econômica, o mercado de trabalho é favorável. É que as indústrias precisam melhorar sua produtividade e reduzir gastos e, para isso, contam com o desenvolvimento de processos automatizados.

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Engenharia de Produção

A forma como as pessoas consomem produtos e serviços está em transformação. “Em vez de comprar uma lâmpada, o cliente pode adquirir um serviço de iluminação”, exemplifica André Luís Helleno, coordenador do curso de Engenharia de Produção da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo (SP). Isso mexe profundamente com a estratégia de produção das empresas e, claro, com os engenheiros que trabalham com isso. “A internet das coisas e o big data estão transformando o engenheiro de produção em um cientista de dados de forma a prever as dinâmicas do mercado e, com agilidade, tomar decisões de gestão”, diz o coordenador.

Com sólida formação em modelamento matemático, análise de dados e gestão de operações, esse profissional pode atuar em todas as etapas do desenvolvimento de um produto ou serviço, como pesquisa de mercado, concepção, produção, logística e transporte. Trabalha nos mais diversos ramos industriais e também se destaca nas áreas financeira e administrativa, em virtude da sua capacidade de gestão de riscos, análise de cenários e tomada de decisão.

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Engenharia Elétrica

O Brasil ainda não oferece acesso à luz elétrica para toda a sua população. Projetado para atingir suas metas até 2008, o programa federal Luz para Todos foi estendido até 2022. Sinal de que ainda há muito trabalho pela frente para os nossos engenheiros eletricistas. “A profissão é exercida em áreas como projeto, montagem, manutenção e operação de instalações e sistemas elétricos. O bacharel pode atuar em automação de instalações e sistemas, sistemas industriais e fontes de energia renováveis”, explica Eirton Violin, presidente do Núcleo Docente Estruturante do bacharelado em Engenharia Elétrica, da Universidade Federal de Itajubá (Unifei). O desenvolvimento de novas tecnologias, como a mobilidade elétrica de automóveis e ônibus, tende a aquecer ainda mais o mercado de trabalho para esse profissional.

Os cursos oferecem uma base sólida em disciplinas como física e química, além de aulas de projetos de sistemas elétricos, materiais, sistemas digitais e eletromagnetismo, entre outras. Práticas em laboratórios e visitas técnicas mantêm a grade curricular atualizada com o mercado de trabalho e também com as novas tecnologias do setor.

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Engenharia Florestal

Equilibrar a produção e a conservação das florestas é uma das premissas dessa graduação. Ela prepara o engenheiro para desenvolver projetos de reflorestamento e para atuar na produção e colheita de madeira e recursos não madeireiros (como sementes e óleos). Outras áreas de atuação são a exploração sustentável de florestas naturais, a arborização urbana e o manejo de bacias hidrográficas. “O setor encontra-se em expansão para atender o suprimento de matéria-prima e proteger os ecossistemas naturais”, diz Silvio Ferraz, coordenador do curso de Engenharia Florestal da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP).

Os cursos têm o desafio de acompanhar as transformações do mercado. Uma delas é o uso de sistemas de informações, drones, radares e sensores no manejo florestal. As boas graduações precisam ter uma base teórica robusta, com disciplinas básicas das áreas de ciências exatas e biológicas, além de oferecer disciplinas optativas que permitam a especialização do aluno. Também é importante proporcionar o contato com o campo, por meio, por exemplo, de fazendas-escolas na área florestal.

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Engenharia Mecânica

Dentro das engenharias, a Mecânica é um dos cursos com formação mais generalista. Embora a atuação tradicional desse engenheiro compreenda desenvolver projetos e processos para fabricar máquinas e equipamentos, a graduação prepara o aluno para atuar em praticamente qualquer área técnica. “Muitos alunos acreditam que o curso de Engenharia Mecânica não seja uma opção moderna pelo fato de não ter em seu nome as palavras ‘automação’ ou ‘eletrônica’”, diz Joseph Youssif Saab Junior, coordenador do curso de Engenharia Mecânica do Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul (SP). “Mas a flexibilidade do curso é uma grande vantagem que permite ao aluno estar preparado para resolver problemas complexos em qualquer atividade.” O coordenador conta que há ex-alunos atuando em vendas, bancos, startups e, claro, muitos na indústria.

Os bons cursos devem incluir as áreas de controle, automação, eletrônica embarcada e impacto ambiental. Também precisam ter um currículo que contemple uma base sólida em ciências básicas, atividades eletivas desde o primeiro ano, projetos práticos de aprendizado e formação eclética – incluindo soft-skills, humanidades e empreendedorismo.

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Engenharia Química

O desenvolvimento de novos produtos é um dos maiores atrativos do setor industrial. Responsável pela transformação de matérias-primas, o engenheiro químico ocupa um lugar de destaque nesse processo de inovação, definindo quais produtos essas matérias-primas darão origem, pesquisando tecnologias e otimizando a produção. É solicitado em diversos segmentos, como petrolífero, farmacêutico, químico, têxtil, siderúrgico e alimentício.

Empreender é outro caminho possível. “Antes, o engenheiro era um empregado da indústria. Hoje há um movimento diferente no mercado. Muitos alunos estão abrindo pequenas empresas ou trabalhando em startups”, conta Vanessa de Freitas Lins, professora do Departamento de Química da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Com isso as melhores graduações estão incluindo disciplinas como empreendedorismo, gestão e estatística. Mas seguem também com muita matemática, física e, claro, química. Boa parte da formação ocorre em laboratórios.

Na hora de escolher um curso, fique atento. Alguns são mais generalistas, enquanto outros têm direcionamento para áreas como petróleo ou setor agroindustrial.

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