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Ciências Biológicas e da Terra

Nessa área são formados os profissionais que estudam a vida nas suas mais diversas formas e buscam constantemente soluções para uma convivência equilibrada entre o homem e o meio ambiente

AGRONOMIA

O agrônomo ou engenheiro agrônomo é o responsável pelo planejamento, execução, fiscalização e gerenciamento das diversas atividades agropecuárias. “Com conhecimentos técnicos amplos, esse profissional é capacitado para atuar em todas as etapas, desde a base dos sistemas de produção (campo), passando pelas de logística até a interface com o consumidor final (atacado e varejo)”, explica Leonardo Pimentel, coordenador do curso de Agronomia da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Como o agronegócio é um setor importante na economia brasileira e tem perspectivas de crescimento, oportunidades não faltam para os formados em Agronomia. Só em 2018, o agronegócio gerou um saldo positivo de 74,5 mil novos postos de trabalho.

Nos primeiros anos do bacharelado, a grade traz disciplinas como biologia, química, cálculo e estatística; nos anos seguintes, o forte são as matérias profissionalizantes, que focam culturas agrícolas, ciência do solo e administração rural, por exemplo. Há ainda aulas práticas de campo, laboratórios e viagens técnicas em todas essas etapas. Para trabalhar na área, é preciso ter o registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea).

OS MELHORES CURSOS
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BIOTECNOLOGIA

A carreira na Biotecnologia envolve compreender a química dos organismos vivos e associar esse conhecimento a ferramentas tecnológicas para a criação de novos produtos e processos. Com uma formação multidisciplinar, o profissional lida com temas inovadores, como nanotecnologia, manipulação genética e células-tronco. Por isso, é essencial o interesse pela pesquisa científica.

O formado em Biotecnologia está apto para contribuir com indústrias de alimentos e remédios, na produção de biocombustíveis, na agropecuária com melhoramentos genéticos e com laboratórios de análises e pesquisas.

É possível ingressar na carreira como bacharel ou tecnólogo. O currículo das graduações deve ser recheado de disciplinas como biologia animal, análise de genomas, física, química e outras ciências exatas. Traz ainda conteúdos de ciências humanas, o que inclui direito e bioética. Um candidato ao curso deve ter a capacidade de se reciclar com facilidade. “Os conceitos fundamentais não mudam, mas as técnicas voltadas para aplicação estão em constante mudança”, comenta o professor doutor Rodrigo Gazaffi, coordenador do bacharelado em Biotecnologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em Araras (SP).

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CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

Os graduados em Ciências Biológicas estudam todas as formas de vida e pesquisam a origem, a estrutura e o funcionamento dos organismos. Como seu campo de estudos é vasto, há diversos caminhos para trilhar: podem trabalhar na pesquisa com células-tronco; desenvolvimento de remédios; promoção de ações de preservação ambiental; e até na elaboração de programas de computação para uso em pesquisas genéticas.

A carreira na área é promissora por causa da crescente preocupação com a sustentabilidade. Existem oportunidades para o biólogo em indústrias, ONGs, órgãos públicos e clínicas de reprodução humana. Outros dois novos setores também merecem destaque, o da biorremediação, em que microrganismos são usados para limpeza e descontaminação de ambientes poluídos, e o da biologia forense, em que são aplicados os conceitos da biologia para auxiliar em investigações criminais.

Nos bacharelados, além das disciplinas voltadas à biologia, a grade curricular traz conteúdos de outras áreas, como química, física, matemática e sociologia. Nas licenciaturas, que habilitam a dar aulas no ensino fundamental e ensino médio, os alunos têm ainda matérias sobre metodologia de ensino e gestão escolar.

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ECOLOGIA

O curso de Ecologia estuda os ecossistemas, ou seja, a relação dos seres vivos entre si e com a natureza, com foco na preservação do meio ambiente. O bacharel é capacitado para desenvolver pesquisas; criar propostas de educação ambiental; analisar os impactos das ações humanas sobre o ambiente e propor soluções; e atuar em consultorias e auditorias ambientais. “O papel dos ecólogos tem sido chave para atenuar impactos ambientais, garantir fornecimento de matéria-prima para atividades econômicas e evitar perda de biodiversidade. Profissionais para essas funções são cada vez mais requisitados”, diz Adriana Monteiro de Almeida, membro do colegiado e do núcleo docente estruturante do curso de Ecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Ecólogos (ABE), os graduados atuam, principalmente, em universidades, como professores e pesquisadores, e em órgãos públicos. Mas também há vagas em indústrias, no campo e em ONGs.

O currículo tem aulas de biologia, química, geologia e matemática, além de disciplinas específicas, como manejo de recursos naturais e legislação ecológica.

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GEOLOGIA

Estudar a estrutura e a composição terrestre, focando rochas e minerais, é a principal atividade do geólogo. Entre as áreas em que ele pode atuar, estão grandes obras de infraestrutura com análise de solo e de impactos ambientais; localização de fósseis; exploração de reservas petrolíferas e de gás natural; e descobrimento de depósitos de água subterrâneos, planejando sua exploração.

As oportunidades surgem, sobretudo, em dois setores: o petrolífero, que absorve 27% dos geólogos, e o de mineração, com 34%, de acordo com a Sociedade Brasileira de Geologia. Um campo promissor é o da geologia médica, que investiga como os fatores geológicos agem na saúde humana, dos animais e em vegetais.

Para formar esse profissional, as graduações contam com matérias básicas, como química, matemática e biologia nos primeiros anos. Em seguida, aparecem as específicas, a exemplo de paleontologia e sedimentologia, e as profissionalizantes, com aulas de geologia urbana e sensoriamento remoto, entre outras. Também fazem parte da rotina dos cursos atividades práticas e em campo. O registro profissional no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) é obrigatório.

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GESTÃO AMBIENTAL

O curso de Gestão Ambiental prepara o profissional que analisa e reduz os impactos produzidos pelas atividades humanas sobre o ar, a água e o solo e garante o uso racional dos recursos naturais, visando à sustentabilidade.

Existem boas perspectivas pela frente para os formados na área, graças à crescente conscientização da sociedade em relação às questões ambientais. “As empresas estão mais interessadas e preocupadas com o desenvolvimento sustentável e, devido às regulamentações, são cada vez mais cobradas. Como elas precisam se adequar à legislação ambiental, demandam profissionais especializados”, afirma Taciana Villela Savian, coordenadora do bacharelado em Gestão Ambiental da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP).

Os gestores ambientais podem atuar, por exemplo, em departamentos ambientais de empresas públicas e privadas, unidades de conservação da natureza e ONGs.

As graduações abrangem conteúdos de ciências da natureza, exatas e humanas, complementados com disciplinas profissionalizantes na área de Administração e Gestão Ambiental. É possível ingressar na carreira com cursos de bacharelados ou tecnológicos.

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MEDICINA VETERINÁRIA

Curso com mais alunos matriculados* na área de Ciências Biológicas e da Terra, a Medicina Veterinária forma profissionais para cuidar da saúde de animais domésticos e selvagens, da reprodução de rebanhos e da inspeção da produção de alimentos de origem animal.

A atuação do médico veterinário não se restringe às clínicas. Ele pode trabalhar em indústrias e centros de pesquisa, na venda de alimentos e remédios e até no agronegócio, em parceria com agrônomos e zootecnistas. Os últimos dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), referentes a 2018, mostram que o Brasil é o terceiro maior mercado pet do mundo.

Para formar os veterinários, é essencial que a graduação tenha uma base de disciplinas de ciências biológicas, como biologia celular, genética e microbiologia, e de matérias específicas, a exemplo de anatomia e fisiologia veterinária, nutrição animal e técnicas clínicas e cirúrgicas. “As boas graduações investem ainda em atividades acadêmico-científico-culturais; empresas juniores e de cunho social; e pesquisas”, diz Marlene Isabel Vargas Viloria, coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

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METEOROLOGIA

O papel do meteorologista muitas vezes é associado apenas à previsão do tempo. Mas sua atuação vai bem além disso: o profissional pode analisar o comportamento hidrológico de uma região, estudar a atmosfera da Terra e seus fenômenos, verificar a disponibilidade do vento e da radiação para os setores de geração e transmissão de energia, além de trabalhar na interpretação de imagens de radares e satélites.

Há uma escassez de profissionais no mercado, principalmente na Região Sudeste. “O formado pode trabalhar em institutos de Meteorologia, empresas do ramo de energia hídrica, eólica e solar, no agronegócio, em atividades aeronáuticas, empresas de monitoramento ambiental e na área de pesquisa científica em universidades”, destaca o professor doutor Ricardo Hallak, coordenador do curso de Meteorologia da Universidade de São Paulo (USP).
Para preparar esse profissional, os cursos apostam em uma grade curricular com disciplinas comuns à área de exatas (cálculo, física, geometria, álgebra e computação) e matérias específicas, como química da atmosfera, climatologia, oceanografia física e astronomia. As aulas costumam ter atividades práticas, tanto em laboratórios quanto em viagens a campo.

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OCEANOGRAFIA

O profissional formado em Oceanografia investiga as características de oceanos, mares, rios, lagos e zonas costeiras, os fenômenos ocorrentes nesses ambientes e suas interações com a atmosfera e os continentes. Mas a atuação do oceanógrafo não é limitada só às pesquisas. Existem oportunidades na área ambiental, em órgãos públicos, como secretarias do Meio Ambiente, para avaliar os impactos causados por atividades humanas no ecossistema aquático. Outro campo é na biotecnologia, trabalhando com a extração de produtos marinhos para as indústrias alimentícias, cosméticas e farmacêuticas.

Os dois primeiros anos do curso trazem disciplinas introdutórias, como cálculo, estatística, geologia, biologia e oceanografia geral. As atividades práticas também já aparecem nesse período. “Ocorrem os primeiros trabalhos de campo e contato com embarcações”, conta o professor doutor Paulo Simionatto Polito, coordenador do bacharelado em Oceanografia da Universidade de São Paulo (USP). Em seguida, são vistas as matérias específicas (como interação oceano-atmosfera e microbiologia marinha) e as integradoras (que ligam assuntos de áreas diferentes, como ciclos biogeoquímicos e oceanografia por satélites).

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ZOOTECNIA

A carreira de Zootecnia visa aumentar a produtividade na criação de animais e no desenvolvimento de produtos de origem animal. Por isso, um zootecnista é essencial em todas as atividades agropecuárias. “Esse bacharel pode atuar em fazendas e granjas; estabelecimentos agroindustriais; indústrias de rações, fármacos e outros insumos para animais; empresas de consultoria agropecuária; comercialização de produtos; e em instituições de ensino e centros de pesquisa”, explica o professor doutor Leandro Dalcin Castilha, coordenador adjunto do curso de Zootecnia da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Os zootecnistas estão em alta no mercado de trabalho. Alguns fatores que explicam o cenário favorável são o crescimento do agronegócio e a maior exigência dos consumidores por produtos de qualidade e com boas condições na criação dos rebanhos.

Os cursos têm em seu currículo disciplinas sobre nutrição animal, ciências do solo, biologia molecular e melhoramento genético. Também contam com aulas de parasitologia, sociologia e extensão rural. “As aulas são teóricas e práticas, com muito foco em dias de campo, visitas técnicas e atividades de extensão rural, aliando o campo à ciência”, diz Castilha.

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