Dentro do agronegócio ambientalmente responsável, produção e preservação ambiental fazem parte de um único processo, onde toda a cadeia importa e o futuro do planeta também. Essa relevante mensagem esteve no centro da live sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente apresentada na TV Estadão nesta sexta-feira, 5. Durante o debate, representantes da Nespresso e da SOS Mata Atlântica detalharam os frutos da parceria entre as duas organizações, que vai mudar parte da paisagem da Serra Mantiqueira, no interior de São Paulo.

“Em cinco anos, e esperamos que o projeto dure ainda mais. Vamos plantar um total de 700 mil mudas em São Sebastião da Grama (SP), que é uma região belíssima. Ao todo, vamos recuperar uma área equivalente a aproximadamente 277 campos de futebol”, afirma Aretha Medina, Coordenadora de Restauração Florestal na Fundação SOS Mata Atlântica.

De acordo com a engenheira florestal, a parceria tem muita importância para a conectividade dos fragmentos florestais da região e, ainda, para a melhora tanto da qualidade do ar quanto dos recursos hídricos do local, que fica próximo da divisa entre São Paulo e Minas Gerais, uma das zonas cafeicultoras mais importantes do mundo. “É um ganha-ganha, em termos de produção e preservação ambiental”, afirma Aretha. Segundo a representante da SOS Mata Atlântica, depois que todas as mudas tiverem se desenvolvido, os remanescentes florestais do município devem subir de 8% para 12%.

Do lado da produção, dentro das fazendas, segundo Guilherme Amado, líder do Programa Nespresso AAA de Qualidade Sustentável no Brasil, o foco é trabalhar sempre com as pessoas. Nas 1.200 fazendas que fornecem café de qualidade para a Nespresso no País, circulam, aproximadamente, 10 mil pessoas. “A nossa filosofia de sustentabilidade, a ‘positive cup’, é formada pelo tripé café, alumínio e sustentabilidade. E, dentro disso, o programa AAA, por meio de agrônomos e agrônomas contratadas por nós, disponibiliza planos de ação customizados para as fazendas que fornecem para a gente”, afirma o representante da Nespresso.

Segundo Amado, dentro desse relacionamento próximo com as fazendas, a colheita de café deste ano, que está ocorrendo, registrou muitos desafios, por causa da pandemia provocada pelo novo coronavírus. “Fizemos várias ações pensando na proteção da saúde das pessoas e também na qualidade do café. Até agora, por causa disso, não tivemos nenhum caso de contaminação e a produção também não foi afetada”, diz Amado.

Reciclagem

O assunto reciclagem também esteve em pauta durante o debate sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente. Como desde o início a história da Nespresso está atrelada a evitar o desperdício e com foco em práticas sustentáveis, a reciclagem do alumínio presente nas cápsulas do café espresso faz parte das prioridades do grupo, segundo Claudia Leite, responsável pelas áreas de Criação de Valor Compartilhado e de Comunicação Corporativa da Nespresso Brasil.

Segundo a gestora da marca, apenas na própria central da triagem da empresa, na Grande São Paulo, a porcentagem de alumínio reciclado subiu de 8% em 2016 para 23% em 2019. Processo que, por causa da pandemia, está sendo afetado em 2020. “Como os pontos de coleta voluntária estão fechados, estamos recomendando para os clientes, se possível, guardar o material em casa. E separar o pó, que pode ser usado como adubo orgânico nas plantas”, afirma Claudia.

A partir de maio, uma das linhas de café da empresa passou a ter cápsulas com 80% de alumínio reciclado, taxa que vai chegar a toda a linha original até o fim de 2021. Para Claudia, como todas as fábricas do grupo ficam na Suíça, não tem sentido, até do ponto de vista ambiental, usar o alumínio que é reciclado no Brasil, também com ajuda de cooperativas, nas próprias cápsulas da Nespresso. “O alumínio daqui volta para a cadeia de produção brasileira sob forma de janelas, portas e também peças de motor de carro.”

A discussão sobre produção sustentável de café, que no caso da Nespresso busca também deixar um legado para os produtores e para toda a sociedade, transmitiu mensagens otimistas, apesar da drástica pandemia que afeta o mundo. “Sou um otimista. Mesmo diante do que estamos passando, e da crise climática também, nossa capacidade de adaptação é muito grande. Em um momento como esse, precisamos de inovação e de engajamento das pessoas, o que estou vendo surgir sob vários aspectos. Assim, podemos realmente mudar o mundo”, afirmou Guilherme Amado.

“Quando penso em legado, quero que os meus filhos e os meus netos possam tomar estes cafés especiais que tomamos hoje. Esse é o objetivo do meu trabalho e das pessoas que trabalham ao meu lado”, disse o representante da Nespresso Brasil.

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