O hábito de consumo mundial mudou após a descoberta do novo coronavírus. Com o isolamento social, grande parte da população passou a fazer suas compras por meio da internet. No Brasil, segundo dados do Compre e Confie, a alta das vendas foi de 40% na primeira quinzena de março.

Foto de Andrea Piacquadio no Pexels

Já o estudo da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em parceria com o Movimento Compre & Confie, apontou que categorias como supermercados, saúde e beleza tiveram aumento em mais de 100%, outras, como eletrônicos, já registram quedas de 29% nas transações.

Para o diretor executivo do Compre & Confie, André Dias, essa tendência deve permanecer por algum tempo, com os consumidores engajados na aquisição de produtos pela web. “Movimentando de forma significativa o consumo de categorias relacionadas às necessidades básicas do dia a dia e ao esforço de prevenção da covid-19”, destaca.

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Novas soluções

Especialista em tecnologia para o varejo, a Linx tem apostado em novas soluções para alavancar as vendas on-line. Com a pandemia, a empresa passou a intensificar o trabalho de conectar o estoque de clientes ao catálogo da plataforma de entregas, permitindo que lojistas continuem vendendo mesmo com os pontos de venda físicos fechados ao público.

O vice-presidente da Linx Digital, Jean Klaumann, acredita que, apesar da mudança imposta pela quarentena, o hábito de fazer compras pela internet vinha ganhando o gosto dos brasileiros. Agora, com o comércio fechado, a interação entre consumidor e varejista deve continuar registrando crescimento.

“Com o distanciamento social, o varejo se viu obrigado a acelerar a transformação digital pela qual já vinha passando e, com isso, oferecer uma experiência mais conveniente ao cliente final. Neste sentido, acreditamos que voltaremos ao normal muito mais avançados e preparados para novas necessidades do público e até para outras adversidades que possam surgir”.

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