{"id":2654,"date":"2025-10-31T16:36:50","date_gmt":"2025-10-31T19:36:50","guid":{"rendered":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/?p=2654"},"modified":"2025-10-31T16:36:50","modified_gmt":"2025-10-31T19:36:50","slug":"consumidores-valorizam-acoes-ambientais-e-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/consumidores-valorizam-acoes-ambientais-e-sociais\/","title":{"rendered":"Consumidores valorizam a\u00e7\u00f5es ambientais e sociais"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 cada vez maior a propor\u00e7\u00e3o de consumidores que afirmam dar prefer\u00eancia a marcas que demonstram compromisso com causas ambientais e sociais. Um estudo global da NielsenIQ revelou que 73% dos consumidores est\u00e3o dispostos a adaptar h\u00e1bitos para minimizar o impacto ambiental que produzem.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da perspectiva de vender mais, no entanto, h\u00e1 outro atrativo para que as empresas desenvolvam pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis: a preven\u00e7\u00e3o de riscos. Esse ponto \u00e9 crucial diante da proje\u00e7\u00e3o de que os riscos ambientais e sociais s\u00e3o os mais prov\u00e1veis e com maior impacto potencial \u00e0 economia global nos pr\u00f3ximos anos, ao lado dos tecnol\u00f3gicos, de acordo com o relat\u00f3rio Global Risks Report 2025, do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial.<\/p>\n<p>\u201cVer a pauta ESG tamb\u00e9m como estrat\u00e9gia de gest\u00e3o de risco \u00e9 fundamental para ampliar a vis\u00e3o das empresas, que deixam de considerar a sustentabilidade apenas no contexto reputacional e passam a trat\u00e1-la como parte central da resili\u00eancia e continuidade do neg\u00f3cio em um mundo de mudan\u00e7as r\u00e1pidas e press\u00e3o constante da sociedade\u201d, avalia Joanes Ribas, diretora de Sustentabilidade da Vivo. A empresa lan\u00e7ou neste ano o projeto Floresta Futuro Vivo, que prev\u00ea a regenera\u00e7\u00e3o e a prote\u00e7\u00e3o de cerca de 800 hectares na Amaz\u00f4nia, entre o oeste do Maranh\u00e3o e o leste do Par\u00e1, ao longo das pr\u00f3ximas tr\u00eas d\u00e9cadas. Isso inclui o plantio, a restaura\u00e7\u00e3o e a conserva\u00e7\u00e3o de mais de 900 mil \u00e1rvores, de 30 esp\u00e9cies nativas, em uma das regi\u00f5es mais desmatadas da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Os investimentos em prote\u00e7\u00e3o e regenera\u00e7\u00e3o da floresta compensam as emiss\u00f5es que ainda n\u00e3o podem ser evitadas pela companhia. Nos \u00faltimos oito anos, a Vivo reduziu em 90% as emiss\u00f5es pr\u00f3prias de gases de efeito estufa, utilizando energia el\u00e9trica 100% renov\u00e1vel, biocombust\u00edvel na frota e implementando a\u00e7\u00f5es de maior efici\u00eancia operacional. \u201cNosso objetivo \u00e9 alcan\u00e7ar o net zero at\u00e9 2035, cinco anos antes do previsto\u201d, revela a diretora de Sustentabilidade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de pautar o planejamento e as a\u00e7\u00f5es das grandes corpora\u00e7\u00f5es, as demandas de sustentabilidade est\u00e3o sendo rapidamente disseminadas para empresas de todos os portes e segmentos. A Engie Brasil percebe claramente esse fen\u00f4meno, especialmente ap\u00f3s a abertura do mercado livre de energia, em janeiro de 2024, para a entrada dos clientes de m\u00e9dia e alta tens\u00e3o. \u201cObservamos que cada vez mais clientes est\u00e3o dispostos a investir em produtos que agregam valor socioambiental aos seus neg\u00f3cios\u201d, avalia a diretora de Sustentabilidade da empresa, Thais Soares.<\/p>\n<p>Como reflexo direto desse movimento, o portf\u00f3lio de produtos verdes da Engie Brasil apresentou crescimento expressivo: no \u00faltimo ano, a empresa comercializou 12,5 mil GWh com a emiss\u00e3o de Certificados Internacionais de Energia Renov\u00e1vel (I-RECs), al\u00e9m de ter negociado 74,7 mil cr\u00e9ditos de carbono para companhias que buscam compensar suas emiss\u00f5es.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cVer a pauta ESG tamb\u00e9m como estrat\u00e9gia de gest\u00e3o de risco \u00e9 fundamental para ampliar a vis\u00e3o das empresas, que deixam de considerar a sustentabilidade apenas no contexto reputacional e passam a trat\u00e1-la como parte central da resili\u00eancia e continuidade do neg\u00f3cio em um mundo de mudan\u00e7as r\u00e1pidas e press\u00e3o constante da sociedade\u201d<br \/>\n<em>Joanes Ribas, diretora de Sustentabilidade da Vivo<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Mudan\u00e7a de comportamento<\/strong><\/p>\n<p>A Toyota tamb\u00e9m percebe uma mudan\u00e7a clara no comportamento do consumidor, cada vez mais propenso a considerar a sustentabilidade na decis\u00e3o de compra. Al\u00e9m de continuar apostando em uma tecnologia j\u00e1 muito conhecida dos brasileiros, os motores flex com etanol, a montadora segue em busca de maior sustentabilidade nos ve\u00edculos el\u00e9tricos. Para isso, desenvolveu o programa Battery 3R, focado na reutiliza\u00e7\u00e3o, reconstru\u00e7\u00e3o e reciclagem de baterias de ve\u00edculos eletrificados.<\/p>\n<p>Para aproveitar o potencial brasileiro em biocombust\u00edveis, a Toyota desenvolveu um prot\u00f3tipo movido a biometano, produzido a partir da biomassa da cana-de-a\u00e7\u00facar. Quando se trata do olhar para o futuro, o destaque \u00e9 o desenvolvimento da Woven City, no Jap\u00e3o, prot\u00f3tipo de cidade que est\u00e1 sendo constru\u00eddo para servir como \u201claborat\u00f3rio vivo\u201d onde ser\u00e3o testadas e validadas novas tecnologias de mobilidade, sustentabilidade e vida conectada. \u201cA Woven City tem como meta ser totalmente neutra em carbono, servindo como refer\u00eancia para uma sociedade baseada em hidrog\u00eanio\u201d, comenta Roberto Braun, diretor de Comunica\u00e7\u00e3o da montadora.<\/p>\n<p>Muitas vezes, a pr\u00f3pria atua\u00e7\u00e3o da empresa j\u00e1 \u00e9, por si s\u00f3, seu maior projeto socioambiental. \u00c9 o caso da Sabesp em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 meta de universaliza\u00e7\u00e3o do saneamento. A companhia pretende levar \u00e1gua tratada, coleta e tratamento de esgoto a todas as \u00e1reas vulner\u00e1veis da regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo e da Baixada Santista at\u00e9 2029, antecipando em seis anos o prazo previsto em lei.<\/p>\n<p>O Projeto Novo Rio Pinheiros \u00e9 um s\u00edmbolo do que a universaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 capaz de gerar. De acordo com estudo do Instituto Trata Brasil, a despolui\u00e7\u00e3o do rio j\u00e1 resultou em um aumento de 35% no valor dos im\u00f3veis da regi\u00e3o, crescimento de 17% na arrecada\u00e7\u00e3o de impostos municipais e redu\u00e7\u00e3o de 83% nas interna\u00e7\u00f5es por doen\u00e7as de veicula\u00e7\u00e3o h\u00eddrica. \u201cA sustentabilidade \u00e9 vista pela Sabesp como uma decis\u00e3o t\u00e9cnica e econ\u00f4mica, fundamentada em contrato, regula\u00e7\u00e3o e evid\u00eancia, com potencial de gerar valor para a sociedade e garantir a longevidade da companhia\u201d, diz Samanta Souza, diretora executiva de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais e Sustentabilidade.<\/p>\n<p><em>Foto: Getty Images<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m de contribuir para a reputa\u00e7\u00e3o positiva da empresa, pauta ESG \u00e9 estrat\u00e9gica tamb\u00e9m na redu\u00e7\u00e3o de riscos<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":2665,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-2654","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-reportagem"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2654","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2654"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2654\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2661,"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2654\/revisions\/2661"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2665"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2654"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2654"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2654"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}