{"id":2137,"date":"2024-10-23T13:15:27","date_gmt":"2024-10-23T16:15:27","guid":{"rendered":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/?p=2137"},"modified":"2024-10-28T18:31:26","modified_gmt":"2024-10-28T21:31:26","slug":"conectando-geracoes-como-alcancar-consumidores-de-todas-as-idades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/conectando-geracoes-como-alcancar-consumidores-de-todas-as-idades\/","title":{"rendered":"Conectando gera\u00e7\u00f5es: como alcan\u00e7ar consumidores de todas as idades"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Vanessa Fajardo&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>As diferentes formas de consumir entre p\u00fablicos de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es exigem que as marcas definam estrat\u00e9gias espec\u00edficas para consolidar uma comunica\u00e7\u00e3o eficaz e atingir todas as faixas et\u00e1rias.<\/p>\n<p>O ambiente multigeracional \u00e9 complexo. \u201cEnquanto os \u2018baby boomers\u2019 (1945 a 1964) procuram marcas com reputa\u00e7\u00f5es estabelecidas em busca de seguran\u00e7a e durabilidade, a gera\u00e7\u00e3o X (1965 a 1980) vive a transi\u00e7\u00e3o entre o anal\u00f3gico e o digital e busca qualidade atrelada ao custo-benef\u00edcio. Os millennials (1981 a 1996), com a internet, privilegiam eventos e viagens e tomam decis\u00f5es baseadas em influ\u00eancias digitais. A gera\u00e7\u00e3o Z (1997 &#8211; 2010), j\u00e1 com uma vida digital consolidada e f\u00e1cil acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, prefere consumir marcas que t\u00eam prop\u00f3sito\u201d, explica Maiara Kososki, doutora em Estrat\u00e9gia de Marketing e professora de Marketing da PUC-PR.<\/p>\n<p>Como h\u00e1 muita diferen\u00e7a entre as gera\u00e7\u00f5es, construir uma comunica\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea com todos os p\u00fablicos \u00e9 para poucos. \u201c\u00c9 preciso focar em um p\u00fablico-alvo, entender qual \u00e9 a idade que voc\u00ea quer atingir. Se a marca n\u00e3o for a Google, que abrange o mundo todo com uma miss\u00e3o espec\u00edfica, \u00e9 preciso se posicionar\u201d<\/p>\n<p>Maiara refor\u00e7a que a marca, ao tentar migrar para atingir determinadas gera\u00e7\u00f5es e ampliar seu p\u00fablico, n\u00e3o deve desprezar a base de sua clientela, que pode ser mais conservadora nos h\u00e1bitos de consumo. Uma das solu\u00e7\u00f5es \u00e9 diversificar a linha de produtos ou servi\u00e7os em edi\u00e7\u00f5es limitadas ou no formato de collab, com o intuito de testar o mercado.<\/p>\n<blockquote><p>\u00c9 preciso focar em um p\u00fablico-alvo, entender qual \u00e9 a idade que voc\u00ea quer atingir. Se a marca n\u00e3o for a Google, que abrange o mundo todo com uma miss\u00e3o espec\u00edfica, \u00e9 preciso se posicionar\u201d<br \/>\n<strong>Maiara Kososki, doutora em Estrat\u00e9gia de Marketing e professora de Marketing da PUC-PR<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Como fez a Stanley que, de olho na gera\u00e7\u00e3o Z, lan\u00e7ou, neste ano, uma edi\u00e7\u00e3o especial do copo t\u00e9rmico em parceria com a cantora norte-americana Olivia Rodrigo, na cor roxa e com estrelas, seguindo a est\u00e9tica de sua turn\u00ea. Inicialmente o produto alcan\u00e7ava um p\u00fablico mais velho.<\/p>\n<p>\u201cExistem os sentidos atribu\u00eddos ao copo Stanley e \u00e0s pr\u00e1ticas utilit\u00e1rias, como o fato de ele preservar a temperatura da bebida e ser f\u00e1cil de limpar. O melhor dos mundos \u00e9 a marca perceber isso, juntar as duas coisas e entregar valor\u201d, afirma Jo\u00e3o Vitor Rodrigues, professor de Marketing Digital da ESPM.<\/p>\n<p>A Stanley tamb\u00e9m desenvolveu acess\u00f3rios para enfeit\u00e1-los e bolsas que ca\u00edram no gosto dos jovens, impulsionados pelos virais em plataformas como o TikTok. Por meio desses canais digitais, as marcas conseguem conex\u00e3o e proximidade com gera\u00e7\u00f5es mais novas, incentivando decis\u00f5es sobre compras. Boomers e gera\u00e7\u00e3o X tamb\u00e9m t\u00eam sido cada vez mais presentes nas redes sociais. Em pa\u00edses como Estados Unidos, Filipinas, Indon\u00e9sia, Mal\u00e1sia, Reino Unido, Singapura, Tail\u00e2ndia e Vietn\u00e3, j\u00e1 existe o TikTok Shop, em que \u00e9 poss\u00edvel fazer vendas direto por meio de v\u00eddeos postados no feed ou lives.<\/p>\n<p>Rodrigues diz que, embora existam essas diferen\u00e7as entre as faixas et\u00e1rias, os h\u00e1bitos de consumo est\u00e3o mais atrelados a quest\u00f5es culturais e sociol\u00f3gicas e, por isso, as marcas precisam identificar as jornadas de decis\u00e3o de compra de seu consumidor.&nbsp;\u201cN\u00e3o acho que essas categorias geracionais sejam estanques. Hoje voc\u00ea v\u00ea o pessoal mais jovem falando de nostalgia e recorrendo a produtos que eu via na TV. Tem gente que, antes de comprar, l\u00ea review, faz compara\u00e7\u00e3o, conversa com o amigo. Se for um eletr\u00f4nico, vai em uma loja f\u00edsica para pegar o equipamento. O ideal \u00e9 entender esses comportamentos mais do que separ\u00e1-los por idade.\u201d<\/p>\n<p><strong>Oportunidade multigeracional<\/strong><br \/>\nNo livro Marketing 5.0, Philip Kotler destaca que, pela primeira vez na hist\u00f3ria, cinco gera\u00e7\u00f5es convivem simultaneamente com suas atitudes, prefer\u00eancias e comportamentos contrastantes. Para Morgana Dourado de Souza, analista de dados e intelig\u00eancia de mercado do Sebrae, essa presen\u00e7a multigeracional reflete oportunidades para as marcas ampliarem sua comunica\u00e7\u00e3o via conte\u00fados que combatam mitos et\u00e1rios, retratando adultos ativos e fortalecendo conex\u00f5es e parcerias intergeracionais. \u201cEm algum tempo, a gera\u00e7\u00e3o Z ter\u00e1 maior poder econ\u00f4mico, mas os consumidores maduros, que est\u00e3o entre 50 e 70 anos, ainda representam mais de um quarto dos gastos globais e s\u00e3o sub-representados em campanhas publicit\u00e1rias. As estrat\u00e9gias para efici\u00eancia desse marketing multigeracional seriam uma representa\u00e7\u00e3o com abordagem mais inclusiva e com a desconstru\u00e7\u00e3o dos estere\u00f3tipos\u201d<\/p>\n<p><strong>Causas sociais e ambientais<\/strong><br \/>\nAs causas sociais e ambientais refletidas pelas marcas influenciam o poder de compra das gera\u00e7\u00f5es mais novas. Boomers e gera\u00e7\u00e3o X, no entanto, que buscam produtos mais dur\u00e1veis e de maior qualidade, tamb\u00e9m podem ser impactados por mensagens desse tema que tamb\u00e9m demonstrem confiabilidade.&nbsp;\u201cNingu\u00e9m mais vai aceitar embalagens poluentes ou tintas t\u00f3xicas. As pessoas est\u00e3o mais ligadas e se a marca n\u00e3o se adequar n\u00e3o vai sobreviver\u201d, afirma Maiara.<\/p>\n<blockquote><p>Em algum tempo, a gera\u00e7\u00e3o Z ter\u00e1 maior poder econ\u00f4mico, mas os consumidores maduros, que est\u00e3o entre 50 e 70 anos, ainda representam mais de um quarto dos gastos globais e s\u00e3o sub-representados em campanhas publicit\u00e1rias. As estrat\u00e9gias para efici\u00eancia desse marketing multigeracional seriam uma representa\u00e7\u00e3o com abordagem mais inclusiva e com a desconstru\u00e7\u00e3o dos estere\u00f3tipos\u201d<br \/>\n<strong>Morgana Dourado de Souza, analista de dados e intelig\u00eancia de mercado do Sebrae<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Para Morgana, as marcas com mensagens aut\u00eanticas sobre sustentabilidade, que trazem exemplos claros acerca de pr\u00e1ticas e compromissos ambientais, podem criar um v\u00ednculo precoce at\u00e9 com a gera\u00e7\u00e3o Alpha, das crian\u00e7as nascidas em 2010. \u201c\u00c9 uma gera\u00e7\u00e3o que vai crescer mais preocupada com as quest\u00f5es clim\u00e1ticas, dada a situa\u00e7\u00e3o que vivemos e a urg\u00eancia do assunto.\u201d<br \/>\nExperi\u00eancias imersivas, que mesclem sustentabilidade e tecnologia, tamb\u00e9m devem interessar essa nova gera\u00e7\u00e3o e podem guiar as pr\u00f3ximas apostas das marcas para atra\u00ed-la.<\/p>\n<p><em>Foto: Lightfield Studios\/Adobe&nbsp;Stock<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conviv\u00eancia multigeracional \u00e9 oportunidade para campanhas de marketing fomentarem inclus\u00e3o e a desconstru\u00e7\u00e3o de estere\u00f3tipos\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":2288,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-2137","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-reportagem"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2137","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2137"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2137\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2255,"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2137\/revisions\/2255"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2288"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2137"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2137"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2137"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}