{"id":1757,"date":"2024-05-06T14:10:59","date_gmt":"2024-05-06T17:10:59","guid":{"rendered":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/?p=1757"},"modified":"2024-06-04T14:22:11","modified_gmt":"2024-06-04T17:22:11","slug":"consumidores-avaliam-que-empresas-fazem-pouco-por-causas-e-geracao-z-e-a-mais-critica-diz-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/consumidores-avaliam-que-empresas-fazem-pouco-por-causas-e-geracao-z-e-a-mais-critica-diz-pesquisa\/","title":{"rendered":"Consumidores avaliam que empresas fazem pouco por causas, e gera\u00e7\u00e3o Z \u00e9 a mais cr\u00edtica, diz pesquisa"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Luis Filipe Santos<\/strong><\/p>\n<p>Os consumidores avaliam que as empresas est\u00e3o tomando poucas a\u00e7\u00f5es para melhorar o mundo, aponta uma pesquisa da Ipsos encomendada pelo Instituto Ayrton Senna em parceria com a consultoria Cause e a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Segundo o levantamento, 59% das pessoas dizem acreditar que as companhias est\u00e3o agindo pouco em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es socioambientais, e outros 25% dos respondentes dizem acreditar que elas n\u00e3o est\u00e3o tomando nenhuma atitude referente \u00e0s pautas urgentes.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m avaliou o tema por gera\u00e7\u00f5es, e concluiu que a gera\u00e7\u00e3o Z, formada por jovens nascidos entre 1996 e 2012, \u00e9 a mais exigente em rela\u00e7\u00e3o ao marketing de causa.<\/p>\n<p>Conforme o levantamento, do total que acha que as empresas n\u00e3o tomam nenhuma atitude relevante em quest\u00f5es socioambientais, 34% s\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o Z. Esses mesmos consumidores esperam uma atitude: 59% acreditam que a parceria comercial entre empresas e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil \u00e9 eficiente para tornar uma empresa socialmente respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>A pesquisa foi feita de forma online com margem de erro de 3,1 pontos porcentuais. Os dados foram levantados em outubro exclusivamente para o 6\u00b0 F\u00f3rum de Marketing de Causa. No total, mil pessoas acima de 18 anos participaram.<\/p>\n<p>Para as autoras da pesquisa, o grande X da quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 que as empresas devem, de fato, fazer algo, mas precisam tamb\u00e9m saber comunicar adequadamente para desfazer a impress\u00e3o de que n\u00e3o est\u00e3o fazendo a parte delas.<\/p>\n<p>\u201cO mundo n\u00e3o est\u00e1 melhorando e isso significa que, se as empresas est\u00e3o agindo, n\u00e3o \u00e9 o suficiente para gerar impacto. A percep\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 que talvez elas falem muito e n\u00e3o ajam de forma efetiva para endere\u00e7ar os problemas, e elas devem fazer mais dado o tamanho que t\u00eam\u201d, afirma Monica Gregori, diretora-executiva da Cause.<\/p>\n<p>\u201cA partir do momento em que as empresas consigam comprovar que as a\u00e7\u00f5es est\u00e3o gerando impacto positivo, isso pode ser resolvido\u201d, atesta Priscilla Branco, coordenadora da pesquisa e gerente s\u00eanior de Public Affairs e Reputa\u00e7\u00e3o Corporativa na Ipsos Brasil. As companhias que conseguirem trazer evid\u00eancias concretas de que a\u00e7\u00f5es socioambientais s\u00e3o ben\u00e9ficas conseguir\u00e1 se destacar.<\/p>\n<p>Assim, o marketing de causa se torna uma oportunidade, principalmente para quem mira na gera\u00e7\u00e3o Z, definida por elas como a \u201cgera\u00e7\u00e3o que l\u00ea os r\u00f3tulos\u201d. \u201cA gera\u00e7\u00e3o Z responde de forma mais cr\u00edtica, questiona mais as empresas, confia menos. \u00c9 uma gera\u00e7\u00e3o mais empolgada, voltada para a a\u00e7\u00e3o, mas tem um tom mais cr\u00edtico, mais \u00e1cido\u201d, cita Branco.<\/p>\n<p>Segundo o levantamento, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s gera\u00e7\u00f5es mais velhas, os jovens confiam mais em organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais (ONGs), t\u00eam a mesma propor\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a e desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a governos e desconfiam mais das empresas.<\/p>\n<p><strong>Como comunicar<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m de evitar o greenwashing (divulga\u00e7\u00e3o de falsas a\u00e7\u00f5es de sustentabilidade), as empresas precisam saber como provar e acertar no tom dessa comunica\u00e7\u00e3o. Quando se trata do marketing que visa associar um produto a uma marca, a pesquisa aponta que os principais motivadores da compra est\u00e3o: a divulga\u00e7\u00e3o nas m\u00eddias e redes sociais (77%), a venda ser conduzida por uma marca ou empresa de confian\u00e7a (75%) e o valor do produto n\u00e3o aumentar por conta da a\u00e7\u00e3o (74%).<\/p>\n<p>As dicas para aproveitar o potencial das redes sociais s\u00e3o escolher canais espec\u00edficos para o p\u00fablico que deseja atingir e falar a linguagem da rede em quest\u00e3o. \u201cAntigamente, usavam a express\u00e3o \u2018comunica\u00e7\u00e3o chapa-branca\u2019 para comunica\u00e7\u00e3o muito polida, muito floreada, que \u00e9 o contr\u00e1rio do que a gera\u00e7\u00e3o Z espera\u201d, explica Monica.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio prestar aten\u00e7\u00e3o no que \u00e9 dito, j\u00e1 que a vigil\u00e2ncia \u00e9 exercida mais frequentemente nas redes sociais e um usu\u00e1rio que encontre uma informa\u00e7\u00e3o verdadeira que contradiga o que foi dito pela empresa pode espalhar a mensagem facilmente.<\/p>\n<p>Uma dica \u00e9 considerar utilizar influenciadores digitais que s\u00e3o espec\u00edficos para uma causa e j\u00e1 tem uma rela\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico que as empresas pretendem atingir. \u201cEsses influenciadores se tornam porta-vozes do tema\u201d, resume Monica. Por j\u00e1 terem confian\u00e7a, podem acelerar o processo, mas a marca tamb\u00e9m precisa construir sua pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o. \u201cE como a confian\u00e7a \u00e9 constru\u00edda? Para isso, custa tempo\u201d, avisa a diretora da Cause.<\/p>\n<p><strong>Como escolher uma causa?<\/strong><br \/>\nA pesquisa ainda avaliou quais causas t\u00eam maior ader\u00eancia entre os brasileiros, tamb\u00e9m com o recorte de gera\u00e7\u00f5es. Desde 2019, ano de publica\u00e7\u00e3o da \u00faltima vers\u00e3o do estudo, as causas relacionadas aos direitos b\u00e1sicos aparecem como as mais importantes para a popula\u00e7\u00e3o brasileira, sendo que combater a fome e a pobreza permanece em primeiro lugar (74%), seguida do oferecimento de educa\u00e7\u00e3o e fomento \u00e0 oportunidade de aprendizagem (54%).<\/p>\n<p>No entanto, uma mudan\u00e7a pode ser vista no terceiro lugar: a sa\u00fade mental ficou em terceiro entre os jovens com idade entre 18 e 24 anos, com 52%. No geral, combater as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas (49%) e trabalhar com a inclus\u00e3o de PcD (pessoas com defici\u00eancia) (46%) ficam em terceiro e quarto lugar, respectivamente.<\/p>\n<p>Saber quais s\u00e3o as causas que ressoam entre a popula\u00e7\u00e3o pode ajudar na escolha, mas a empresa tamb\u00e9m precisa olhar para dentro na hora de escolher. \u201cVoca\u00e7\u00e3o \u00e9 a uni\u00e3o do prop\u00f3sito com o neg\u00f3cio. Olha para dentro, quais s\u00e3o as compet\u00eancias, o prop\u00f3sito, e para fora, para o entorno e o contexto, e encontre qual a melhor causa nessa interse\u00e7\u00e3o para apoiar\u201d, indica Monica.<\/p>\n<p>Outra dica \u00e9 contar com a ajuda de uma ONG. \u201cS\u00e3o um grupo que tem alto grau de confian\u00e7a, j\u00e1 que nasceram pelas causas\u201d, diz a especialista. Na avalia\u00e7\u00e3o delas e da pesquisa, o momento \u00e9 favor\u00e1vel ao marketing de causas, desde que as empresas saibam realiz\u00e1-lo para trazer benef\u00edcios e comunicar aos consumidores.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/economia\/pesquisa-marketing-causas-geracao-z-critica\/\" rel=\"noopener noreferrer\" target=\"_blank\">Consumidores avaliam que empresas fazem pouco por causas, e gera\u00e7\u00e3o Z \u00e9 a mais cr\u00edtica, diz pesquisa<\/a><\/p>\n<p><em>Foto: Pixabay<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Luis Filipe Santos Os consumidores avaliam que as empresas est\u00e3o tomando poucas a\u00e7\u00f5es para melhorar o mundo, aponta uma pesquisa da Ipsos encomendada pelo Instituto Ayrton Senna em parceria com<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":1765,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-1757","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1757","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1757"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1757\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1766,"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1757\/revisions\/1766"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1765"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1757"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1757"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/marcasmais\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1757"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}