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Como preparar o aluno para um mercado cada vez mais competitivo?

Mercado de Trabalho - Guia da Faculdade - Como preparar o aluno para um mercado cada vez mais competitivo?

 

As novas tecnologias influenciam cada vez mais o mercado de trabalho. As inúmeras transformações exigem um aperfeiçoamento constante por parte dos profissionais. Afinal, a competitividade aumenta a cada dia. Para quem está em formação, é preciso acompanhar o ritmo e se preparar adequadamente para, com isso, conquistar o desejado lugar ao sol. Por sua vez, as instituições de ensino possuem um importante papel em todo esse processo.

Mas será que as faculdades realmente se adaptam às mudanças exigidas pelo mercado de trabalho? Como orientar o aluno durante esse processo de formação? Como desenvolver com o aluno o interesse pelo constante aprimoramento profissional?

Para debater sobre o assunto, o Guia da Faculdade contou com a ajuda de Elda Maria Stafuzza Gonçalves Pires, coordenadora acadêmica da graduação em medicina da Faculdade Israelita de Ciência da Saúde Albert Einstein; Carlos Fernando Araújo Júnior, diretor da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED); Gustavo Donato, reitor do Centro Universitário FEI; e Paolo Tommasini, reitor da Anhembi Morumbi. A íntegra do bate-papo você confere abaixo:

 

 

 

Mercado de trabalho

A própria pandemia do coronavírus comprovou a importância e influência das novas tecnologias na rotina das empresas. Interligados, os trabalhadores agora não necessitam mais estar em um mesmo ambiente para produzirem e conquistarem resultados significativos. Mas se por um lado a inovação promove importantes benefícios, por outro, traz mudanças significativas nas profissões e na forma de atuação. Até mesmo uma consulta ao médico agora pode ser realizada através de vídeo, por exemplo.

É preciso desenvolver habilidades socioemocionais, tornando o estudante capaz de atuar em qualquer área.
Elda Maria Stafuzza

 

Portanto, mudanças são necessárias, assim como adaptações. Afinal, o conhecimento técnico e a vivência com as novas situações ajudam na formação profissional. A telemedicina, por exemplo, já é uma realidade para os estudantes do curso de medicina. “Os alunos tiveram essa experiência no internato”, afirma Elda.

Apesar disso, alguns outros aprendizados são tão importantes e necessários quanto o domínio de uma nova tecnologia. “O nosso foco é entregar para o mercado um médico com grande capacidade de conhecimento técnico-científico e desenvolver habilidades socioemocionais, tornando o estudante capaz de atuar em qualquer área”.

Esse pensamento se encaixa em todas as áreas do conhecimento, independentemente da profissão. Tommasini ressalta a necessidade de despertar no aluno a criatividade e as práticas colaborativas, qualidades cada vez mais necessárias. “É muito importante essa capacidade de pensar criticamente e duvidar das verdades. Temos que aprender a não trocar verdades incômodas por mentiras confortáveis. Tudo isso precisar ser trabalhado com o estudando”.

 

Sair da zona de conforto

 

Mercado de Trabalho - Guia da Faculdade - Foto de ThisIsEngineering no Pexels

 

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Para seguir esse processo de aprendizado constante, abandonar a zona de conforto contribui para o desenvolvimento pessoal e também institucional. Como exemplo, Donato afirma que todos os cursos passaram por uma grande reformulação, mesmo os tradicionais de engenharia. Um dos processos necessários foi o redesenho, mudando o peso na balança entre a transmissão intensa de conteúdo e o desenvolvimento das competências, além do aperfeiçoamento dos laboratórios. Segundo ele, o perfil do professor também precisou mudar. “Não é só a questão da tecnologia. O docente não é mais o único detentor do saber, ele é mais um curador, um mentor, um facilitador”.

Certamente, essa capacidade de aceitar as mudanças e de se adaptar às circunstâncias do mercado de trabalho ficou ainda mais em evidência durante a pandemia do coronavírus. Para os alunos da Educação a Distância (EaD), ao menos, essa habilidade já faz parte do aprendizado desde o início do curso. Afinal, estudar em casa exige engajamento e organização para conseguir acompanhar as aulas e aprender ao máximo. “Mas ao final teremos um estudante com a mesma formação. A única diferença será a forma do aprendizado”, destaca Júnior.

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