{"id":74,"date":"2019-06-28T00:04:58","date_gmt":"2019-06-28T03:04:58","guid":{"rendered":"http:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2019\/?p=74"},"modified":"2019-06-27T21:33:30","modified_gmt":"2019-06-28T00:33:30","slug":"inteligencia-artificial-comeca-a-captar-a-intencao-do-cliente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2019\/inteligencia-artificial-comeca-a-captar-a-intencao-do-cliente\/","title":{"rendered":"Intelig\u00eancia artificial come\u00e7a a captar a inten\u00e7\u00e3o do cliente"},"content":{"rendered":"<p><strong>T<\/strong>radicionalmente os bancos investem pesado em tecnologia para melhorar os processos operacionais e o atendimento ao cliente, al\u00e9m de aumentar a seguran\u00e7a. Na esteira das inova\u00e7\u00f5es, a intelig\u00eancia artificial aparece como o \u00faltimo recurso que est\u00e1 sendo adotado pelos bancos. Uma das iniciativas digitais mais conhecidas dos brasileiros, a BIA (Bradesco Intelig\u00eancia Artificial), chatbot que usa a plataforma cognitiva IBM Watson, conta com 125 milh\u00f5es de intera\u00e7\u00f5es entre funcion\u00e1rios e clientes do banco. Al\u00e9m disso, a intelig\u00eancia artificial come\u00e7a a ser usada tamb\u00e9m pelo departamento de recursos humanos da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com o diretor de Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o do Bradesco, Antranik Haroutiounian, o programa de intelig\u00eancia artificial do banco come\u00e7ou a ser desenvolvido em 2016, com o objetivo de tirar as d\u00favidas dos funcion\u00e1rios da organiza\u00e7\u00e3o. \u201cComo o resultado foi bastante positivo, partimos para implementar para os clientes e em 2017 colocamos no aplicativo do banco o \u2018pergunte para a BIA\u2019\u201d, explica o executivo. Diferentemente dos atendimentos autom\u00e1ticos, o chatbot \u00e9 capaz de reconhecer a inten\u00e7\u00e3o na linguagem, sem a necessidade de a pessoa ter de falar frases pausadas ou muito corretas para que ele entenda o que est\u00e1 sendo perguntado.<\/p>\n<p>\u201cAcreditamos que a intelig\u00eancia artificial \u00e9 uma pe\u00e7a-chave para tratarmos dados com propriedade. O mercado banc\u00e1rio sempre foi um grande propriet\u00e1rio de informa\u00e7\u00f5es demogr\u00e1ficas e de h\u00e1bitos de consumo dos seus clientes. O nosso desafio \u00e9 utilizar essas informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 para entender com profundidade quem s\u00e3o os nossos clientes, mas tamb\u00e9m quais s\u00e3o as suas ambi\u00e7\u00f5es e necessidades\u201d, diz o diretor do Ita\u00fa Unibanco, Estev\u00e3o Lazanha.<\/p>\n<p>As solu\u00e7\u00f5es baseadas em intelig\u00eancia artificial s\u00e3o usadas na compensa\u00e7\u00e3o de cheques e permitem que as folhas sejam depositadas pelo app gra\u00e7as \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas de deep learning. \u201cEstamos trabalhando para que, muito em breve, tenhamos algoritmos de intelig\u00eancia artificial reconhecendo 100% dos elementos em 100% dos cheques. Com isso, alcan\u00e7aremos 90% de redu\u00e7\u00e3o de custos por dep\u00f3sito efetuado.\u201d<\/p>\n<p>A tecnologia tamb\u00e9m \u00e9 aplicada no atendimento ao cliente, no qual os algoritmos s\u00e3o capazes de interpretar os sentimentos nas mensagens de texto recebidas nas centrais. \u201cEm outras palavras, criamos a capacidade de entender como o cliente se sente sem ter que question\u00e1-lo diariamente. Isso permite uma atua\u00e7\u00e3o mais proativa, \u00e1gil e personalizada na resolu\u00e7\u00e3o de eventuais problemas.\u201d No setor de financiamento de ve\u00edculos, a experi\u00eancia digital reduziu de cinco dias para uma hora o tempo de recebimento do valor financeiro, mesmo no fim de semana. \u201cIsso representa uma redu\u00e7\u00e3o de 50% do esfor\u00e7o em atividades operacionais e de 39% no custo da opera\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>A intelig\u00eancia artifical tamb\u00e9m est\u00e1 presente no dia a dia do Santander. \u201cCom essas t\u00e9cnicas, conseguimos processar um volume grande de informa\u00e7\u00f5es e, com isso, identificar determinados padr\u00f5es e frequ\u00eancia de uso\u201d, comenta Alexandre Borin, superintendente executivo de Riscos de Varejo Pessoa F\u00edsica do Santander Brasil. Ele explica que a institui\u00e7\u00e3o tem evolu\u00eddo muito nos \u00faltimos quatro anos nos investimentos em big data e quase todas as equipes da organiza\u00e7\u00e3o est\u00e3o conectadas, contribuindo tamb\u00e9m para a preven\u00e7\u00e3o de fraudes. De acordo com o executivo, a tecnologia possibilita um grau de personaliza\u00e7\u00e3o, permitindo uma customiza\u00e7\u00e3o maior dos servi\u00e7os de acordo com o perfil de cada cliente, o que n\u00e3o seria poss\u00edvel sem o uso maci\u00e7o das inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Uma novidade bastante recente apresentada pela institui\u00e7\u00e3o \u00e9 o Santander On, ferramenta que tem como objetivo informar o cliente sobre a situa\u00e7\u00e3o financeira dele no banco e no mercado. \u201cCome\u00e7amos a desenvolver h\u00e1 dois anos e desde o in\u00edcio deste ano est\u00e1 dispon\u00edvel para os clientes no app\u201d, diz o executivo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tradicionalmente os bancos investem pesado em tecnologia para melhorar os processos operacionais e o atendimento ao cliente, al\u00e9m de aumentar a seguran\u00e7a. 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