{"id":68,"date":"2019-06-28T00:01:52","date_gmt":"2019-06-28T03:01:52","guid":{"rendered":"http:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2019\/?p=68"},"modified":"2019-06-27T21:33:12","modified_gmt":"2019-06-28T00:33:12","slug":"instituicoes-rebaixam-grau-do-otimismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2019\/instituicoes-rebaixam-grau-do-otimismo\/","title":{"rendered":"Institui\u00e7\u00f5es rebaixam grau do otimismo"},"content":{"rendered":"<p><strong>A <\/strong>economia brasileira come\u00e7ou a dar sinais de recupera\u00e7\u00e3o no in\u00edcio deste ano, mas o andamento lento da reforma da Previd\u00eancia e incertezas com fatores externos colocaram o mercado em compasso de espera e levaram \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das proje\u00e7\u00f5es para expans\u00e3o do PIB (Produto Interno Bruto) para este ano. Vale destacar que, no primeiro trimestre de 2019, o PIB recuou 0,2% em rela\u00e7\u00e3o ao quarto trimestre de 2018, na s\u00e9rie com ajuste sazonal, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Mas a expectativa \u00e9 de que, com a aprova\u00e7\u00e3o da reforma, o PIB acelere no segundo semestre, fechando o ano abaixo do esperado inicialmente, mas com um crescimento que dar\u00e1 base para a consolida\u00e7\u00e3o da economia no ano que vem.<\/p>\n<p>\u201cO resultado do primeiro trimestre teve reflexo da volatilidade eleitoral de 2018, da Vale (rompimento da barragem em Brumadinho, MG) e da Argentina (crise econ\u00f4mica que atinge o pa\u00eds vizinho). No segundo trimestre, segue fraco e podemos atribuir \u00e0 reforma\u201d, diz Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco. Para ele, a institui\u00e7\u00e3o continua otimista com o futuro da economia nacional, mas ressalta que a reforma da Previd\u00eancia \u00e9 fundamental. \u201cA agenda econ\u00f4mica \u00e9 promissora\u201d, considera Honorato. De acordo com o \u00faltimo relat\u00f3rio do banco, a estimativa \u00e9 que haja a acelera\u00e7\u00e3o do PIB no segundo semestre, o que levar\u00e1 ao crescimento de 0,8% neste ano nas proje\u00e7\u00f5es do Bradesco. Vale destacar que no relat\u00f3rio anterior a expectativa da entidade era de alta de 1,1%. A proje\u00e7\u00e3o para 2019, diz a entidade financeira, pode ser alterada em fun\u00e7\u00e3o de eventuais est\u00edmulos espec\u00edficos ao consumo, como libera\u00e7\u00e3o de recursos do FGTS e PIS\/Pasep. \u201cSe aprovar uma reforma previdenci\u00e1ria boa, \u00e9 prov\u00e1vel que aumentemos a proje\u00e7\u00e3o\u201d, avalia. Para ele, a velocidade da retomada vai depender do entendimento entre governo e Congresso quanto \u00e0 reforma. \u201cAinda est\u00e1 na mesa algo entre R$ 750 bilh\u00f5es e R$ 1 trilh\u00e3o\u201d, comenta. Para 2020, a institui\u00e7\u00e3o estima um PIB de 2,20%.<\/p>\n<p>O fato, diz Honorato, \u00e9 que o Pa\u00eds tem grandes oportunidades para avan\u00e7ar.\u00a0 O aumento do cr\u00e9dito imobili\u00e1rio, que representa 10% do PIB, \u00e9 uma das oportunidades de crescimento, segundo ele. Na \u00c1frica do Sul, por exemplo, a mesma propor\u00e7\u00e3o chega a 30%. No mercado automotivo tamb\u00e9m h\u00e1 espa\u00e7o para crescer. Por aqui, existe um ve\u00edculo para cinco habitantes. Na Argentina, \u00e9 um carro para cada tr\u00eas pessoas. \u201cA Selic deve fechar o ano em 5,75% (hoje est\u00e1 em 6,5%), a infla\u00e7\u00e3o deve continuar baixa e o d\u00f3lar chegar\u00e1 a R$ 3,80\u201d, projeta Honorato.<\/p>\n<p>Segundo Felipe Sales, economista do Ita\u00fa Unibanco, o banco tamb\u00e9m reviu as proje\u00e7\u00f5es para este ano. \u201cO ano come\u00e7ou com clima de otimismo, porque as pessoas acreditavam na reforma da Previd\u00eancia, mas a tend\u00eancia \u00e9 que essa volatilidade diminua (conforme a reforma for avan\u00e7ando)\u201d, diz Sales ao considerar que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 no Brasil que a economia est\u00e1 desacelerando. \u201cO Brasil sente mais o impacto porque aqui continuamos com a quest\u00e3o fiscal.\u201d Para ele, a reforma ser\u00e1 aprovada no segundo semestre, mas sua perspectiva \u00e9 que ser\u00e1 algo em torno de R$ 800 bilh\u00f5es. \u201cA reforma \u00e9 fundamental e uma condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, mas n\u00e3o \u00e9 suficiente para o Pa\u00eds voltar a crescer\u201d, avalia.\u00a0 \u00c9 importante, tamb\u00e9m, que o mundo n\u00e3o continue desacelerando.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o mais contida da atividade indica que a ociosidade da economia est\u00e1 e ser\u00e1 maior, olhando adiante, e o ritmo de crescimento n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para gerar press\u00f5es inflacion\u00e1rias por um per\u00edodo mais prolongado. Diante disso, o Bradesco ajustou sua proje\u00e7\u00e3o de IPCA (infla\u00e7\u00e3o oficial) em 2019 de 4% para 3,8%. Para 2020, atualizou de 3,9% para 3,8%.<\/p>\n<p>O Ita\u00fa Unibanco tamb\u00e9m reduziu a expectativa de alta do PIB de 1% para 0,8% no fim deste ano e de 2% para 1,7% no ano que vem. De acordo com o \u00faltimo relat\u00f3rio do banco, as novas proje\u00e7\u00f5es incorporam uma desacelera\u00e7\u00e3o mais intensa da economia global. \u201cA economia brasileira tem uma grande fragilidade, que \u00e9 a fiscal. Hoje temos um d\u00e9ficit grande e precisamos resolver isso, mas a agenda \u00e9 enorme. Aprovando a Previd\u00eancia e o mundo seguindo de forma benigna, devemos voltar a crescer. Mas precisamos tamb\u00e9m reduzir a burocracia\u201d, alerta o executivo. A Selic deve fechar 2019 em 5% e manter o mesmo porcentual em 2020. E o d\u00f3lar, por sua vez, tende a cair para R$ 3,80 neste fim de ano. Levando em conta o ambiente global mais desfavor\u00e1vel, o banco ajustou a previs\u00e3o do d\u00f3lar para R$ 4 em 2020. O Ita\u00fa Unibanco manteve a proje\u00e7\u00e3o do IPCA em 3,6% tanto neste ano quanto no pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Em seu estudo recente sobre atividade econ\u00f4mica, publicado em abril, o Santander destacou que a aus\u00eancia de uma solu\u00e7\u00e3o para o desemprego elevado contribuiu n\u00e3o apenas para reduzir as expectativas de crescimento do PIB nos primeiros tr\u00eas meses do ano, mas tamb\u00e9m deve afetar a evolu\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a nos pr\u00f3ximos trimestres. \u201cEsse contexto nos levou a reduzir ainda mais nossas estimativas de crescimento do PIB, para 1,3% (de 2,3%) em 2019 e 2,5% (de 3%) em 2020\u201d, diz o relat\u00f3rio da institui\u00e7\u00e3o. Segundo o documento, o baixo dinamismo da atividade sugere que um novo ciclo de redu\u00e7\u00f5es da Selic n\u00e3o est\u00e1 fora de cogita\u00e7\u00e3o. \u201cAinda acreditamos que o Banco Central n\u00e3o adotar\u00e1 essa abordagem antes de esclarecer se o resultado da reforma da Previd\u00eancia \u00e9 favor\u00e1vel. Uma eventual piora das perspectivas associadas \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o da agenda econ\u00f4mica poderia aumentar as incertezas financeiras e a volatilidade do mercado, a ponto de n\u00e3o ser recomend\u00e1vel um ciclo adicional de flexibiliza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria. Por outro lado, a evolu\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel das reformas seria suficiente para melhorar ainda mais as condi\u00e7\u00f5es financeiras, tornando o impulso monet\u00e1rio adicional desnecess\u00e1rio.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A economia brasileira come\u00e7ou a dar sinais de recupera\u00e7\u00e3o no in\u00edcio deste ano, mas o andamento lento da reforma da Previd\u00eancia e incertezas com fatores externos colocaram o mercado em compasso de espera e levaram \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das proje\u00e7\u00f5es para expans\u00e3o do PIB (Produto Interno Bruto) para este ano. 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