{"id":9927,"date":"2018-06-19T10:07:31","date_gmt":"2018-06-19T13:07:31","guid":{"rendered":"http:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2018\/?p=9927"},"modified":"2018-06-29T11:51:52","modified_gmt":"2018-06-29T14:51:52","slug":"sob-o-efeito-da-retracao-economica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2018\/sob-o-efeito-da-retracao-economica\/","title":{"rendered":"Sob o efeito da retra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica"},"content":{"rendered":"<p>Com os efeitos da crise econ\u00f4mica ainda afetando fortemente a demanda por leasing (arrendamento mercantil), as institui\u00e7\u00f5es l\u00edderes no ranking do setor conseguiram, na melhor das hip\u00f3teses, manter a opera\u00e7\u00e3o no mesmo patamar. Ainda n\u00e3o foi em 2017, com o Produto Interno Bruto (PIB) subindo apenas 1% ap\u00f3s dois anos consecutivos de forte recuo, que a atividade reverteu o quadro de menor demanda por arrendamento mercantil. Segundo dados compilados pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas de Leasing (Abel), a carteira de cr\u00e9dito em dezembro de 2017 estava em R$ 12,02 bilh\u00f5es, uma queda de 14% sobre 2016, ano que j\u00e1 havia registrado baixa de 21% sobre 2015. Nesse cen\u00e1rio, a manuten\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia focada na pessoa jur\u00eddica, em especial nas grandes empresas, se mostrou acertada e garantiu o primeiro lugar na categoria Leasing do anu\u00e1rio <b>Finan\u00e7as Mais<\/b> para o Santander Leasing.<\/p>\n<p>\u201cA estrat\u00e9gia ficou inalterada, somos focados em corporate, empresas com mais de R$ 200 milh\u00f5es de faturamento e com regime tribut\u00e1rio no lucro real, segmento mais est\u00e1vel, o que nos ajuda neste momento de mercado contra\u00eddo\u201d, explica Paula Pulcinelli, superintendente de Produtos do Santander, cuja opera\u00e7\u00e3o de leasing praticamente n\u00e3o atende pessoa f\u00edsica. O Santander apresentou, em 2017, a melhor rentabilidade sobre o patrim\u00f4nio, de 8,2%, quase o dobro da verificada no segundo colocado no ranking, o BB Leasing (4,9%), e bem superior \u00e0 do terceiro, o CCB Brasil Leasing (3,9%). A rentabilidade do setor como um todo, em 2017, foi de 4,7%, conforme os balan\u00e7os financeiros analisados pela Austin Rating, respons\u00e1vel pela organiza\u00e7\u00e3o dos rankings de <b>Finan\u00e7as Mais<\/b>.<\/p>\n<p class=\"p3\">\u201cSe pensarmos que 2017 foi um ano em que o leasing recuou, nossa carteira foi bem e ainda conseguimos ganhar posi\u00e7\u00f5es no mercado\u201d, comenta Paula Pulcinelli. Em 2017, segundo levantamento realizado pela Abel, o Santander fechou com 15,70% de participa\u00e7\u00e3o, no segundo lugar, 1,3 ponto acima de 2016. \u201cTemos um grupo de empresas-clientes cuja frota precisa ser mantida, o que colabora bastante neste cen\u00e1rio\u201d, explica Paula Pulcinelli. O segmento de ve\u00edculos passou de 43% para 48% de participa\u00e7\u00e3o na carteira de leasing do Santander. M\u00e1quinas e equipamentos, segmento mais afetado pela recess\u00e3o econ\u00f4mica dos \u00faltimos anos, caiu de 57% para 52%, o que espelha a retra\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria.<\/p>\n<p class=\"p3\">O desempenho do Santander Leasing nos demais indicadores, mesmo com recuo ou estabilidade, foi bem superior ao do BB Leasing e ao do CCB Brasil. A carteira de cr\u00e9dito fechou em dezembro de 2017 a R$ 1,88 bilh\u00e3o, discreto recuo sobre 2016. No BB, houve queda forte na carteira, na mesma base de compara\u00e7\u00e3o, com baixa de 48%, a R$ 155 milh\u00f5es. No CCB Brasil, do China Construction Bank Brasil \u2014 institui\u00e7\u00e3o formada em 2014 a partir da aquisi\u00e7\u00e3o do BicBanco pela institui\u00e7\u00e3o financeira asi\u00e1tica \u2014, a carteira em dezembro de 2017 estava em R$ 32 milh\u00f5es, 39% menor que em igual per\u00edodo do ano anterior. Mesmo descolamento entre os concorrentes e o Santander Leasing ocorre no crit\u00e9rio lucro l\u00edquido \u2014 R$ 479 milh\u00f5es, 9% inferior ao de 2016. No BB Leasing, a queda foi bem maior, de 17%, a R$ 225 milh\u00f5es, enquanto a maior baixa foi registrada pelo CCB Brasil, de quase 50% na compara\u00e7\u00e3o anual, a R$ 10 milh\u00f5es. O lucro do setor como um todo foi de R$ 2,07 bilh\u00f5es, recuo de 7,4% na compara\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n<p class=\"p3\">Al\u00e9m do lento processo de recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, que reduz a busca por leasing principalmente de m\u00e1quinas e equipamentos, outro fator vem causando inseguran\u00e7a no setor. A executiva do Santander comenta o peso da decis\u00e3o do governo de mudar a tributa\u00e7\u00e3o para o leasing, que, mesmo suspensa por for\u00e7a de liminar, afeta a estrat\u00e9gia das empresas. O governo decidiu cobrar o Imposto Sobre Servi\u00e7os (ISS) na sede de quem contrata o leasing, e n\u00e3o de quem fornece. \u201cQuando deixa de cobrar o ISS no munic\u00edpio de quem fornece o leasing, no caso do Santander, em S\u00e3o Paulo, a al\u00edquota pode subir de 2% para at\u00e9 5%, dependendo de onde est\u00e1 sediado o contratante\u201d, explica Paula Pulcinelli. \u201cNo munic\u00edpio que cobra al\u00edquota maior, de 5%, o leasing fica praticamente invi\u00e1vel, deixa de fazer sentido para as empresas\u201d, diz, citando cidades importantes como Fortaleza (CE), Recife (PE), Ribeir\u00e3o Preto e Campinas, ambas no interior paulista, que cobram o imposto maior.<\/p>\n<p class=\"p3\">\u201cN\u00f3s, do Santander, estamos apoiando a Abel, que tenta reverter em definitivo essa mudan\u00e7a que tem impacto elevado no segmento de leasing, uma dificuldade extra, em um momento j\u00e1 bastante desafiador\u201d, diz Paula Pulcinelli, lembrando que o fato de o Santander ter uma carteira bastante pulverizada reduz um pouco o impacto caso a liminar caia. \u201cEstamos indo bem em 2018. Crescendo a carteira corporate, foco que ser\u00e1 mantido.\u201d<\/p>\n<div id=\"attachment_13184\" style=\"width: 260px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-13184\" class=\"size-full wp-image-13184\" src=\"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2018\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/36.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2018\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/36.jpg 250w, https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2018\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/36-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><p id=\"caption-attachment-13184\" class=\"wp-caption-text\">\u201cSe pensarmos que 2017 foi um ano em que o leasing recuou, nossa carteira foi bem e ainda conseguimos ganhar posi\u00e7\u00f5es no mercado.\u201d &#8211; Paula Pulcinelli, superintendente de Produtos do Santander<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com os efeitos da crise econ\u00f4mica ainda afetando fortemente a demanda por leasing (arrendamento mercantil), as institui\u00e7\u00f5es l\u00edderes no ranking do setor conseguiram, na melhor das hip\u00f3teses, manter a opera\u00e7\u00e3o no mesmo patamar. 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