{"id":3618,"date":"2017-06-29T18:11:52","date_gmt":"2017-06-29T21:11:52","guid":{"rendered":"http:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2017\/?p=3618"},"modified":"2017-06-29T18:13:15","modified_gmt":"2017-06-29T21:13:15","slug":"mesmo-em-meio-a-crise-bancos-mantem-lucros-invejaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2017\/2017\/06\/29\/mesmo-em-meio-a-crise-bancos-mantem-lucros-invejaveis\/","title":{"rendered":"Mesmo em meio \u00e0 crise, bancos mant\u00eam lucros invej\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<p>Em um ano como 2016, em que o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 3,5% agravando o per\u00edodo de recess\u00e3o econ\u00f4mica, os bancos conseguiram, mais uma vez, resultados invej\u00e1veis. Mesmo em meio \u00e0 crise, os lucros somaram R$ 67,4 bilh\u00f5es. Os dados foram compilados pela Austin Rating e incluem uma lista de mais de 100 bancos.<\/p>\n<p>Mesmo considerando que houve queda de 20,8% em rela\u00e7\u00e3o aos ganhos de 2015 &#8211; quando o lucro total somou R$ 85,1 bilh\u00f5es -, especialistas ponderam que h\u00e1 motivos de sobra para comemorar. \u201cOs bancos brasileiros s\u00e3o muito bem administrados. Tanto \u00e9 que, quando houve o agravamento da crise, conseguiram fazer as provis\u00f5es adicionais necess\u00e1rias para fazer frente ao prov\u00e1vel aumento da inadimpl\u00eancia\u201d, observa Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating.<\/p>\n<p>Naquele momento, a decis\u00e3o foi prudente e adequada, defende o executivo, para quem parte relevante dos recursos financeiros separados na ocasi\u00e3o j\u00e1 foi revertida e, em boa medida, respons\u00e1vel pelos lucros registrados pelas institui\u00e7\u00f5es no primeiro trimestre de 2017.<\/p>\n<p>Se considerados apenas os lucros dos cinco maiores bancos do Pa\u00eds &#8211; Ita\u00fa, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econ\u00f4mica Federal e Santander -, que, segundo o Banco Central (BC), concentram mais de 70% dos ativos do sistema, o retrato do segmento ser\u00e1 bastante semelhante e tamb\u00e9m positivo.<\/p>\n<p><strong>SISTEMA S\u00d3LIDO<\/strong><\/p>\n<p>Mas n\u00e3o s\u00e3o apenas os gigantes do varejo banc\u00e1rio que se sa\u00edram bem diante de um dos piores momentos da hist\u00f3ria moderna da economia brasileira. Institui\u00e7\u00f5es financeiras menores tamb\u00e9m demonstraram sa\u00fade e bom desempenho perante os desafios. Ou seja, o sistema est\u00e1 bastante s\u00f3lido.<\/p>\n<p>\u201cA boa not\u00edcia \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 problema de liquidez do setor. Os bancos de menor porte est\u00e3o bem capitalizados e prontos para quando o cen\u00e1rio estiver melhor\u201d, afirma Ricardo Gelbaum, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (ABBC). \u201c\u00c0 medida que existir maior confian\u00e7a por parte dos empres\u00e1rios e for mantida a queda da Selic (taxa b\u00e1sica de juros), as institui\u00e7\u00f5es podem ficar menos cautelosas para emprestar.\u201d Gelbaum, no entanto, acredita que esse cen\u00e1rio mais otimista, caso se confirme, n\u00e3o acontecer\u00e1 antes do terceiro trimestre.<\/p>\n<p>Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, faz avalia\u00e7\u00e3o bastante parecida. Para o especialista, o atual cen\u00e1rio de cr\u00e9dito no Pa\u00eds \u00e9 muito mais fruto da perman\u00eancia das incertezas macroecon\u00f4micas e pol\u00edticas e da menor demanda por cr\u00e9dito, principalmente pelas empresas, do que propriamente da falta de apetite dos bancos em financiar clientes.<\/p>\n<p>\u201cEmbora os n\u00fameros recentes tenham apontado algum aumento nos n\u00edveis de contrata\u00e7\u00e3o, ainda h\u00e1 empresas ajustando seu quadro de pessoal e demitindo, pois muitos projetos de expans\u00e3o acabaram n\u00e3o tendo continuidade\u201d, diz Agostini.<\/p>\n<p>Nelson Marconi, professor da Escola de Economia de S\u00e3o Paulo da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV), enxerga no comportamento do sistema financeiro, al\u00e9m de cautela recomend\u00e1vel em tempos de crise, um reflexo das distor\u00e7\u00f5es da economia brasileira provocadas principalmente pela alta d\u00edvida p\u00fablica.<\/p>\n<p>\u201cNo Brasil, o sistema financeiro funciona com os olhos muito voltados para o curto prazo\u201d, diz Marconi. \u201cComo os t\u00edtulos p\u00fablicos s\u00e3o ativos seguros e permitem boa remunera\u00e7\u00e3o, quando a economia est\u00e1 em baixa, os bancos, al\u00e9m de cobrar spreads mais altos, usam esse mercado cativo para obter bons ganhos.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um ano como 2016, em que o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 3,5% agravando o per\u00edodo de recess\u00e3o econ\u00f4mica, os bancos conseguiram, mais uma vez, resultados invej\u00e1veis. 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