{"id":3592,"date":"2017-06-29T17:05:14","date_gmt":"2017-06-29T20:05:14","guid":{"rendered":"http:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2017\/?p=3592"},"modified":"2017-06-30T03:06:25","modified_gmt":"2017-06-30T06:06:25","slug":"na-onda-de-fusoes-e-aquisicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2017\/2017\/06\/29\/na-onda-de-fusoes-e-aquisicoes\/","title":{"rendered":"Na onda de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Poucos segmentos passaram por tantas e t\u00e3o complexas transforma\u00e7\u00f5es ao longo dos \u00faltimos dez anos como o de corretoras e distribuidoras de valores. Tudo come\u00e7ou em meados de 2007, quando a BM&amp;F e a Bovespa (que hoje, junto com a Cetip, integram a B3) iniciaram um processo conhecido como desmutualiza\u00e7\u00e3o. A partir da\u00ed, as bolsas deixaram de ser sociedade sem fins lucrativos, controladas \u00e0 \u00e9poca por corretores associados, e se transformaram em companhias abertas, com a\u00e7\u00f5es negociadas no mercado e incessante busca por bons resultados.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, as corretoras, que estavam na confort\u00e1vel posi\u00e7\u00e3o de donas da Bolsa e, portanto, davam as cartas no mercado de capitais brasileiro, viram essa l\u00f3gica ser completamente alterada. \u201cAs corretoras passaram a ser uma esp\u00e9cie de bra\u00e7o comercial da Bolsa e o ambiente de neg\u00f3cios ganhou muitos desafios, na medida em que \u00e9 preciso, cada vez mais, buscar escala, com foco em custo e volume, para sobreviver nesse mercado\u201d, explica Caio Villares, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Corretoras e Distribuidoras de T\u00edtulos e Valores Mobili\u00e1rios, C\u00e2mbio e Mercadorias (Ancord).<\/p>\n<p>E, de fato, a vida n\u00e3o tem sido mesmo f\u00e1cil. Segundo dados compilados pela Austin Rating, que incluem mais de 70 corretoras (tanto independentes quanto ligadas a bancos), o segmento amargou um per\u00edodo de maus resultados em 2016. O lucro total dessas empresas foi de R$ 1,4 bilh\u00e3o, queda de 12% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, n\u00e3o restou outra sa\u00edda \u00e0s corretoras sen\u00e3o investir maci\u00e7amente em sistemas e tecnologia da informa\u00e7\u00e3o (TI), para atrair clientes e sobreviver num mercado competitivo. A necessidade de ter capital para dar conta desse novo panorama acelerou, nos \u00faltimos anos, um processo de consolida\u00e7\u00e3o entre os participantes do setor.<\/p>\n<p>Esse movimento j\u00e1 registrou, apenas para citar alguns casos, a aquisi\u00e7\u00e3o das corretoras Link pelos su\u00ed\u00e7os do UBS, da Gera\u00e7\u00e3o Futuro pela Plural Capital e da Rico pela XP Investimentos. Esta \u00faltima, por sua vez, protagonizou o maior neg\u00f3cio do segmento. Teve metade do seu controle adquirido pelo Ita\u00fa Unibanco numa opera\u00e7\u00e3o em que o banco desembolsar\u00e1 R$ 6,3 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Presidente da Bovespa entre 2001 e 2007, Raymundo Magliano Filho acredita que, pela din\u00e2mica do mercado, novas fus\u00f5es continuar\u00e3o acontecendo, at\u00e9 como forma de redu\u00e7\u00e3o de despesas. \u201cO grande desafio das corretoras independentes \u00e9 que houve aumento expressivo de custos operacionais, em especial devido \u00e0 regula\u00e7\u00e3o e \u00e0 tecnologia, e n\u00e3o existiu contrapartida pelo lado das receitas, j\u00e1 que o mercado de capitais encolheu no Brasil nos \u00faltimos anos\u201d, diz. \u201cPor isso, faz todo sentido que as empresas busquem parcerias entre si\u201d, completa o executivo, hoje diretor do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da Magliano Corretora.<\/p>\n<p>PRATELEIRA DIVERSIFICADA<\/p>\n<p>Outra forma de atrair clientes com a qual as corretoras trabalham &#8211; e \u00e9 vendida como um diferencial em rela\u00e7\u00e3o aos bancos de varejo &#8211; diz respeito aos produtos colocados \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos investidores. Ao contr\u00e1rio das institui\u00e7\u00f5es financeiras, que, via de regra, oferecem apenas seus pr\u00f3prios fundos \u00e0 clientela, as independentes contam com um leque bastante amplo de possibilidades.<\/p>\n<p>\u201cNa corretora, por meio de uma prateleira \u00fanica, o cliente consegue acessar v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es de investimento\u201d, afirma Mauro Mattes, gerente de investimentos da Conc\u00f3rdia Corretora, ao mencionar, al\u00e9m de fundos, a\u00e7\u00f5es, pap\u00e9is lastreados em ativos imobili\u00e1rios e t\u00edtulos de d\u00edvida corporativa e p\u00fablica.<\/p>\n<p>Outro trunfo, que em m\u00e9dio e longo prazo pode agregar novos clientes \u00e0s corretoras, tem rela\u00e7\u00e3o com outro movimento, observa Mattes. \u201c\u00c9 uma desbancariza\u00e7\u00e3o, que ocorre n\u00e3o apenas por parte dos jovens, que j\u00e1 cresceram no ambiente digital, como tamb\u00e9m entre o p\u00fablico mais velho, que, muitas vezes vem de uma rela\u00e7\u00e3o de anos de desgaste e decep\u00e7\u00e3o com os bancos.\u201d<\/p>\n<p><strong>Quem Comprou Quem<\/strong><br \/>\n<strong>2012<\/strong> Gera\u00e7\u00e3o Futuro <strong>\u2192<\/strong>\u00a0 Plural Capital<br \/>\n<strong>2013<\/strong> Banco UBS <strong>\u2192<\/strong>\u00a0 Link<br \/>\n<strong>2014<\/strong> XP Investimentos <strong>\u2192<\/strong>\u00a0 Clear<br \/>\n<strong>2015<\/strong> XP Investimentos \u00a0<strong>\u2192<\/strong> Rico<br \/>\n<strong>2015<\/strong> Ita\u00fa Unibanco <strong>\u2192<\/strong>\u00a0 XP Investimentos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Poucos segmentos passaram por tantas e t\u00e3o complexas transforma\u00e7\u00f5es ao longo dos \u00faltimos dez anos como o de corretoras e distribuidoras de valores. 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