{"id":3532,"date":"2017-06-29T01:47:05","date_gmt":"2017-06-29T04:47:05","guid":{"rendered":"http:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2017\/?p=3532"},"modified":"2017-06-30T03:52:18","modified_gmt":"2017-06-30T06:52:18","slug":"espaco-para-crescer-faz-setor-resistir-a-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2017\/2017\/06\/29\/espaco-para-crescer-faz-setor-resistir-a-crise\/","title":{"rendered":"Espa\u00e7o para crescer faz setor resistir \u00e0 crise econ\u00f4mica"},"content":{"rendered":"<p>Resiliente. Essa parece ser a palavra que melhor define o comportamento do setor de seguros no Brasil, cujo crescimento nos \u00faltimos dez anos sempre se deu em \u00edndices superiores ao do Produto Interno Bruto (PIB), mesmo diante das intemp\u00e9ries econ\u00f4micas. Mais recentemente, por exemplo, com a recess\u00e3o e o aumento do desemprego, um n\u00famero crescente de pessoas passou a buscar a prote\u00e7\u00e3o de seu patrim\u00f4nio, o que evidencia, segundo Robert Bittar, diretor da Escola Nacional de Seguros, que ainda h\u00e1 muito espa\u00e7o para que o segmento avance no Pa\u00eds de forma sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Para ter uma ideia da import\u00e2ncia desse setor na economia, o conjunto global (que inclui os chamados ramos elementares, os planos de risco e de acumula\u00e7\u00e3o, capitaliza\u00e7\u00e3o e sa\u00fade suplementar) saltou de 2% para 6% de participa\u00e7\u00e3o no PIB na \u00faltima d\u00e9cada, segundo dados da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previd\u00eancia Privada e Vida, Sa\u00fade Suplementar e Capitaliza\u00e7\u00e3o (CNSeg).<\/p>\n<p>Excetuadas a capitaliza\u00e7\u00e3o e sa\u00fade suplementar, a participa\u00e7\u00e3o passou de 2,7% para 3,5%. Ainda assim, um n\u00famero que pode ser considerado importante num momento de desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Em termos de arrecada\u00e7\u00e3o, exclu\u00eddos os mesmos itens, o volume em 2016 chegou a R$ 218,2 bilh\u00f5es. Mais da metade desse total (R$114,7 bilh\u00f5es, ou 52%) refere-se aos planos de acumula\u00e7\u00e3o (VGBL, PGBL), segmento que tem puxado o crescimento do setor como um todo.<\/p>\n<p><strong>NOVAS MODALIDADES EM DISCUSS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Esse desempenho positivo, mesmo em meio \u00e0 crise, deve-se, entre outros fatores, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o financeira, conquistada pela popula\u00e7\u00e3o com o aprendizado trazido por endividamento, pela recess\u00e3o e perda de renda. Outro motivo \u00e9 a discuss\u00e3o em torno da reforma da previd\u00eancia p\u00fablica, que tem levado o consumidor a pensar em op\u00e7\u00f5es de poupan\u00e7a de longo prazo, caso dos planos privados de previd\u00eancia complementar.<\/p>\n<p><strong>CRESCIMENTO ANUAL DO SETOR<\/strong><\/p>\n<p>2013 &#8211; 13%<br \/>\n2014 &#8211; 9,6%<br \/>\n2015 &#8211; 10,3%<br \/>\n2016 &#8211; 9,3%<\/p>\n<p><strong>47,9 milh\u00f5es<\/strong> de consumidores de planos de assist\u00eancia m\u00e9dica<br \/>\n<strong>22 milh\u00f5es<\/strong> de planos exclusivamente odontol\u00f3gicos<br \/>\n<strong>47,2 milh\u00f5es<\/strong> de benefici\u00e1rios de planos de vida coletivos<br \/>\n<strong>15,6 milh\u00f5es<\/strong> de planos de previd\u00eancia<\/p>\n<p>Para as classes que n\u00e3o t\u00eam renda suficiente para manter uma poupan\u00e7a, a preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio deveria ser ainda mais relevante e priorit\u00e1ria. No entanto, o alto valor dos planos de seguro e previd\u00eancia ainda \u00e9 um elemento restritivo ao acesso de boa parte desse p\u00fablico aos produtos de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nessa dire\u00e7\u00e3o, M\u00e1rcio Coriolano, presidente da CNSeg, ressalta que, para que o mercado desenvolva e disponibilize produtos adequados \u00e0s necessidades de todos e encontrem espa\u00e7o tamb\u00e9m nos bolsos mais modestos, o governo precisa ter agilidade para adaptar a regula\u00e7\u00e3o ao momento em que o Pa\u00eds vive. O executivo cita como exemplo a a\u00e7\u00e3o, por parte da Superintend\u00eancia de Seguros Privados (Susep), para regulamentar o seguro de autom\u00f3vel popular, cujo custo da ap\u00f3lice \u00e9, em m\u00e9dia, 30% inferior ao do seguro tradicional.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m nessa linha de popularizar seguros est\u00e1 em an\u00e1lise na Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS) uma proposta pol\u00eamica para os planos de sa\u00fade, que incluiria menos coberturas, sem direito a interna\u00e7\u00e3o ou exames de alta complexidade.<\/p>\n<p>\u00c9 importante diferenciar o seguro popular de outro segmento que vem sendo analisado h\u00e1 muitos anos, mas, de acordo com especialistas do setor, por falta de uma regulamenta\u00e7\u00e3o adequada, ainda n\u00e3o decolou no Brasil: o do microsseguro. A modalidade trabalha com produtos especificamente direcionados \u00e0s camadas de mais baixa renda, justamente aquelas que est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de maior vulnerabilidade e mais sofrem em momentos de crise econ\u00f4mica. Essa seria a porta de entrada do consumidor ao mercado segurador, com coberturas predeterminadas e custo muito baixo. Estima-se que pelo menos 100 milh\u00f5es de brasileiros poderiam ser beneficiados por esse tipo de ap\u00f3lice. \u201cEle cumpriria papel fundamental na inclus\u00e3o e estabilidade social\u201d, projeta Robert Bittar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resiliente. Essa parece ser a palavra que melhor define o comportamento do setor de seguros no Brasil, cujo crescimento nos \u00faltimos dez anos sempre se deu em \u00edndices superiores ao do Produto Interno Bruto (PIB), mesmo diante das intemp\u00e9ries econ\u00f4micas. 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