{"id":3480,"date":"2017-06-29T23:00:50","date_gmt":"2017-06-30T02:00:50","guid":{"rendered":"http:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2017\/?p=3480"},"modified":"2017-06-30T02:39:30","modified_gmt":"2017-06-30T05:39:30","slug":"escasso-e-caro-credito-dificulta-recuperacao-economica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2017\/2017\/06\/29\/escasso-e-caro-credito-dificulta-recuperacao-economica\/","title":{"rendered":"Escasso e caro, cr\u00e9dito dificulta recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica"},"content":{"rendered":"<p>Sa\u00fade, solidez e o bom funcionamento do sistema financeiro de uma na\u00e7\u00e3o s\u00e3o fatores fundamentais para que os demais setores da economia rodem adequadamente. Afinal, cabe \u00e0s institui\u00e7\u00f5es financeiras, sobretudo aos bancos, permitir que o dinheiro poupado por aqueles que disp\u00f5em de recursos para tal \u2014 na forma das mais diversas aplica\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis \u2014 possa circular e seja emprestado para que pessoas f\u00edsicas e empresas consigam se financiar no mercado.<\/p>\n<p>Nesse sentido, \u00e9 imposs\u00edvel imaginar que uma economia possa crescer de forma sustent\u00e1vel sem que o cr\u00e9dito esteja fluindo em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para quem quer investir, empreender, contratar pessoas ou apenas adquirir algum bem.<br \/>\nNo entanto, a fim de que os bancos tenham seguran\u00e7a para emprestar sem aumentar substancialmente o risco de calotes, \u00e9 importante que os fundamentos da economia \u2014 tais como a taxa b\u00e1sica de juros, a infla\u00e7\u00e3o, o emprego e o consumo \u2014 estejam em dia.<\/p>\n<p>Chegado o meio de 2017, apenas parte desse roteiro foi colocada em pr\u00e1tica. Mesmo com o Produto Interno Bruto (PIB) voltando a ser positivo ap\u00f3s dois anos de queda, reina a incerteza entre especialistas e analistas de mercado, por conta do atual ambiente pol\u00edtico do Brasil. E se h\u00e1 algo que o setor financeiro detesta \u00e9 trabalhar em meio a pouca previsibilidade.<br \/>\nQuando isso acontece, o cr\u00e9dito \u2014 de cuja fluidez empres\u00e1rios e consumidores dependem para tomar decis\u00f5es de investimento ou aquisi\u00e7\u00e3o \u2014 se retrai. Foi o que aconteceu ao longo de todo o ano de 2016 e vem se repetindo em 2017.<\/p>\n<p>No final do ano passado, o Banco Central projetava que o cr\u00e9dito deveria ter expans\u00e3o de 2% ao longo de 2017. No in\u00edcio de junho de 2017, a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban) apontou para a mesma dire\u00e7\u00e3o. A entidade informou que, mesmo diante da crise pol\u00edtica, os financiamentos devem crescer entre 1% e 2%.<br \/>\nErivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating, avalia que, embora o crescimento do PIB tenha sinalizado uma prov\u00e1vel continuidade da recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, o impasse pol\u00edtico persistente ainda impede maior ousadia dos bancos na hora de emprestar. \u201cA consist\u00eancia do ambiente econ\u00f4mico \u00e9 que vai dar essa sinaliza\u00e7\u00e3o. Hoje, os bancos est\u00e3o financiando com muita prud\u00eancia e seletividade, o que \u00e9 correto em termos de gest\u00e3o\u201d, acredita.<\/p>\n<p>Para o executivo, agentes do mercado financeiro est\u00e3o preocupados com a possibilidade de que, numa eventual queda do governo, a atual equipe econ\u00f4mica tamb\u00e9m n\u00e3o se sustente. Rodrigues elenca outro fator que contribui para que as institui\u00e7\u00f5es financeiras estejam pisando no freio do cr\u00e9dito. Trata-se das d\u00edvidas de grandes empresas. Embora na maior parte j\u00e1 provisionadas, ainda pesam no balan\u00e7o dos bancos. Alguns desses grupos endividados permanecem em recupera\u00e7\u00e3o judicial, como \u00e9 o caso da operadora de telefonia Oi. Outros colaboraram para agravar a crise pol\u00edtica, como a gigante de prote\u00edna animal JBS.<\/p>\n<p>Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, avalia que a turbul\u00eancia pol\u00edtica faz com que as institui\u00e7\u00f5es financeiras e os empres\u00e1rios apostem todas as suas fichas na consist\u00eancia da recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, uma vez que, no campo pol\u00edtico, n\u00e3o vislumbram solu\u00e7\u00f5es de curto prazo.<br \/>\n\u201cAparentemente come\u00e7am a surgir sinais de que haja um descolamento entre economia e pol\u00edtica, com infla\u00e7\u00e3o e juros em queda e dados que indicam alguma recupera\u00e7\u00e3o do emprego. \u00c9 bastante prov\u00e1vel que o atual governo chegue at\u00e9 o final basicamente sustentado pelos bons resultados da economia\u201d, projeta.<\/p>\n<p><strong>GENI DA VEZ<\/strong><\/p>\n<p>Embora a maior parte dos analistas de mercado defenda que os bancos emprestem menos cobrando mais dos clientes para reduzir riscos de calote, a atitude \u00e9 criticada por outros economistas. Para Ant\u00f4nio Corr\u00eaa de Lacerda, professor da PUC\/SP, os bancos erram quando pisam no freio da concess\u00e3o de cr\u00e9dito em momentos de desaquecimento econ\u00f4mico, como os vivenciados pelo Brasil ao longo dos \u00faltimos anos.<br \/>\n\u201cSe as institui\u00e7\u00f5es financeiras ofertassem mais recursos, certamente a economia demoraria menos para reagir \u00e0 crise\u201d, acredita Lacerda. \u201cCom esse dinheiro, seria poss\u00edvel estimular um novo ciclo de consumo no Pa\u00eds.\u201d A pergunta inevit\u00e1vel: mas isso n\u00e3o poderia gerar um novo aumento de inadimpl\u00eancia? \u201cO que causou endividamento foram as altas taxas de juros cobradas, que v\u00e3o muito al\u00e9m da Selic, a taxa b\u00e1sica, e n\u00e3o uma suposta abund\u00e2ncia de cr\u00e9dito\u201d, responde o professor da PUC.<\/p>\n<p>Lacerda diz que, como os bancos privados fecharam a torneira dos empr\u00e9stimos, a solu\u00e7\u00e3o para injetar recursos e estimular a economia deveria vir das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Mas admite que, atualmente, n\u00e3o h\u00e1 ambiente para que isso aconte\u00e7a. \u201cH\u00e1 uma falta de compreens\u00e3o sobre o papel contrac\u00edclico que essas institui\u00e7\u00f5es deveriam ter na crise. E o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) virou a Geni da vez\u201d, lamenta o economista.<br \/>\nO banco federal de fomento, bastante criticado por empres\u00e1rios da ind\u00fastria na gest\u00e3o de Maria Silvia Bastos Marques, tem o desafio de, agora sob o comando de Paulo Rabello de Castro, ser capaz de fornecer cr\u00e9dito sem privilegiar grandes grupos, algo de que tem sido frequentemente acusado nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p><strong>MERCADO SELETIVO DE CAPITAIS<\/strong><\/p>\n<p>Se conseguir dinheiro por meio de empr\u00e9stimos banc\u00e1rios est\u00e1 dif\u00edcil e caro, mesmo com a manuten\u00e7\u00e3o do ritmo de queda da taxa b\u00e1sica de juros (Selic), a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o diferente no mercado de capitais. Se por um lado \u00e9 importante ponderar que grandes empresas como Petrobras t\u00eam conseguido levantar recursos at\u00e9 mesmo no exterior, com instrumentos de d\u00edvida, e que gigantes como Carrefour pretendem vender a\u00e7\u00f5es na Bolsa brasileira, por outro, n\u00e3o h\u00e1 como ver nisso a regra, mas sim a exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEm momentos de indefini\u00e7\u00e3o, como o atual, h\u00e1 um claro descompasso entre o que as empresas que querem abrir capital esperam receber por suas a\u00e7\u00f5es e o que os investidores topam pagar pelos pap\u00e9is, o que acaba tornando invi\u00e1veis muitas ofertas\u201d, diz Michael Viriato, coordenador do laborat\u00f3rio de finan\u00e7as do Insper.<br \/>\n\u201cA instabilidade econ\u00f4mica faz o empres\u00e1rio pensar dez vezes antes de ir \u00e0 Bolsa de Valores. Afinal, para ser bem-sucedida, a empresa precisa contar com crescimento econ\u00f4mico consistente para distribuir dividendos aos futuros acionistas\u201d, lembra Nelson Marconi, professor da Escola de Economia de S\u00e3o Paulo da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV).<\/p>\n<p>A expans\u00e3o do mercado de capitais \u00e9 importante n\u00e3o apenas para empresas que buscam recursos para financiar sua expans\u00e3o, mas tamb\u00e9m para o desenvolvimento do mercado de intermedi\u00e1rios de opera\u00e7\u00f5es de venda, distribui\u00e7\u00e3o, cust\u00f3dia e negocia\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es e t\u00edtulos de d\u00edvida corporativa, como deb\u00eantures. Em mercados mais desenvolvidos, notadamente nos Estados Unidos, esse papel \u00e9 muito bem desempenhado por corretoras e gestoras independentes.<br \/>\nPara Caio Villares, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Corretoras e Distribuidoras de T\u00edtulos e Valores Mobili\u00e1rios, C\u00e2mbio e Mercadorias (Ancord), esse modelo tamb\u00e9m pode ser replicado no Brasil com sucesso, principalmente se a queda das taxas de juros for consistente e estimular que novas empresas abram capital e negociem a\u00e7\u00f5es na Bolsa.<\/p>\n<div id=\"attachment_3483\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3483\" class=\"wp-image-3483 size-medium\" src=\"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2017\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/iStock-576605112-300x240.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"240\" srcset=\"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2017\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/iStock-576605112-300x240.jpg 300w, https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2017\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/iStock-576605112-768x613.jpg 768w, https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2017\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/iStock-576605112-1024x818.jpg 1024w, https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2017\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/iStock-576605112.jpg 1033w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-3483\" class=\"wp-caption-text\">Pelos c\u00e1lculos do Banco Central , o mercado de cr\u00e9dito dever\u00e1 ter expans\u00e3o de 2% ao longo de 2017<\/p><\/div>\n<p>\u201cNo mercado americano \u00e9 muito comum a exist\u00eancia de corretoras especializadas em determinados nichos, como o da ind\u00fastria de \u00f3leo e g\u00e1s. Para que algo parecido aconte\u00e7a no Brasil, por\u00e9m, \u00e9 preciso que exista um n\u00famero razo\u00e1vel de empresas de um determinado setor listadas em Bolsa\u201d, exemplifica.<br \/>\nEvid\u00eancia da for\u00e7a do mercado de capitais local foi dada recentemente com a cria\u00e7\u00e3o da B3, novo nome da antiga BM&amp;FBovespa ap\u00f3s anunciar uma fus\u00e3o com a Cetip, especializada em t\u00edtulos de renda fixa. A combina\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios deu origem, na ocasi\u00e3o, \u00e0 quinta maior bolsa de valores do planeta, com valor de mercado superior a US$13 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>PROVA DE RESIST\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n<p>Quando considerado de forma abrangente, o setor financeiro conta com segmentos que avan\u00e7am e conseguem ter desempenho bem superior ao da economia. Um caso cl\u00e1ssico dessa resili\u00eancia pode ser notado com seguros e previd\u00eancia.<br \/>\nDados da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previd\u00eancia Privada e Vida, Sa\u00fade Suplementar e Capitaliza\u00e7\u00e3o (CNSeg) apontam que o conjunto global (que inclui ramos elementares de seguros, planos de risco e de acumula\u00e7\u00e3o, capitaliza\u00e7\u00e3o e sa\u00fade suplementar) pulou de 2% para 6% de participa\u00e7\u00e3o no PIB na \u00faltima d\u00e9cada. Para especialistas, o avan\u00e7o mesmo diante da crise \u00e9 sustentado por dois fatores principais: a maior conscientiza\u00e7\u00e3o\/educa\u00e7\u00e3o financeira por parte da popula\u00e7\u00e3o, que passou a buscar produtos de seguros e previd\u00eancia para proteger patrim\u00f4nio e renda para a aposentadoria, e um mercado que ainda tem muito espa\u00e7o a ser explorado.<\/p>\n<div id=\"attachment_3734\" style=\"width: 260px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3734\" class=\"wp-image-3734 size-full\" src=\"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2017\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Coriolano.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2017\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Coriolano.jpg 250w, https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais2017\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Coriolano-214x300.jpg 214w\" sizes=\"auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><p id=\"caption-attachment-3734\" class=\"wp-caption-text\">Coriolano: &#8220;Agilidade para adaptar a regula\u00e7\u00e3o o momento do Pa\u00eds&#8221;<\/p><\/div>\n<p>Contudo, M\u00e1rcio Coriolano, presidente da CNSeg, alerta: para desenvolver ainda mias o mercado, o governo precisa usar a regula\u00e7\u00e3o para atrair e n\u00e3o inibir a entrada de novos consumidores. Nesse sentido, o Pa\u00eds carece, segundo o especialista, de uma regulamenta\u00e7\u00e3o mais adequada para que os microsseguros __ que t\u00eam como foco produtos direcionados aos mais pobres &#8212; possam se desenvolver no Pa\u00eds. Fomentar esse segmento, dessa forma, seria uma maneira de auxiliar a popula\u00e7\u00e3o estimado em cerca de 100 milh\u00f5es de consumidores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sa\u00fade, solidez e o bom funcionamento do sistema financeiro de uma na\u00e7\u00e3o s\u00e3o fatores fundamentais para que os demais setores da economia rodem adequadamente. 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