{"id":24560,"date":"2025-07-08T18:24:05","date_gmt":"2025-07-08T21:24:05","guid":{"rendered":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais\/?p=24560"},"modified":"2025-07-14T18:28:38","modified_gmt":"2025-07-14T21:28:38","slug":"endividamento-das-familias-sobe-para-784-em-junho-inadimplencia-permanece-em-295","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais\/endividamento-das-familias-sobe-para-784-em-junho-inadimplencia-permanece-em-295\/","title":{"rendered":"Endividamento das fam\u00edlias sobe para 78,4% em junho; inadimpl\u00eancia permanece em 29,5%"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Daniela Amorim &#8211; editada por Mariana Collini<\/strong><\/p>\n<p>Os brasileiros ficaram mais endividados em junho, mas a inadimpl\u00eancia se manteve est\u00e1vel, segundo a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC). A propor\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias com contas a vencer cresceu de 78,2% em maio para 78,4% em junho, o quinto m\u00eas consecutivo de altas, apontou a Pesquisa de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (Peic).<\/p>\n<!-- In\u00edcio Banner 300x250 --><div class='dfp-tmeio1'><\/div><script type='text\/javascript'> DFP.renderHtml({ 'selector':'div.dfp-tmeio1', 'targets':{ 'formato':'tmeio1' }, 'screenmap':'Tile_300_250_T_250', 'force': true });<\/script><!-- Fim Banner 300x250 --> <p>Em rela\u00e7\u00e3o a junho de 2024, por\u00e9m, quando 78,8% das fam\u00edlias estavam endividadas, houve uma queda de 0,4 ponto porcentual.<\/p>\n<p>A pesquisa considera como d\u00edvidas as contas a vencer nas modalidades cart\u00e3o de cr\u00e9dito, cheque especial, carn\u00ea de loja, cr\u00e9dito consignado, empr\u00e9stimo pessoal, cheque pr\u00e9-datado e presta\u00e7\u00f5es de carro e casa.<\/p>\n<p>A CNC acrescenta que houve ligeira piora na percep\u00e7\u00e3o do endividamento, com um aumento na fatia de pessoas que se consideram &#8220;muito endividadas&#8221;, alcan\u00e7ando o n\u00edvel de 15,9% em junho, ante 15,5% em maio.<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de consumidores com contas em atraso ficou em 29,5% em junho, ante tamb\u00e9m 29,5% em maio. Um ano antes, em junho de 2024, a propor\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias inadimplentes era de 28,8%.<\/p>\n<p>&#8220;Os consumidores est\u00e3o preocupados com os custos de prolongar d\u00edvidas. Esse comportamento revela uma postura mais consciente diante do cr\u00e9dito mais caro, em meio a um cen\u00e1rio em que a infla\u00e7\u00e3o permanece pressionando o or\u00e7amento dom\u00e9stico. Esses fatores podem limitar a recupera\u00e7\u00e3o do consumo nos pr\u00f3ximos meses&#8221;, avaliou o presidente da CNC, Jos\u00e9 Roberto Tadros, em nota.<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de consumidores que afirmaram n\u00e3o ter condi\u00e7\u00f5es de pagar suas d\u00edvidas vencidas, ou seja, que permaneceriam inadimplentes, seguiu em 12,5% em junho, mesmo n\u00edvel de maio. Essa parcela era de 12,0% em junho de 2024.<\/p>\n<p>O porcentual de fam\u00edlias comprometidas com d\u00edvidas por mais de um ano continuou em queda pelo sexto m\u00eas seguido, descendo a 32,2% em junho, o menor n\u00edvel desde mar\u00e7o de 2024, quando estava em 31,7%. Por outro lado, houve aumento do comprometimento da renda com d\u00edvidas por at\u00e9 seis meses, &#8220;mostrando que o endividamento est\u00e1 sendo cada vez mais de curto prazo&#8221;.<\/p>\n<p>Houve redu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m no tempo de inadimpl\u00eancia: a fatia de fam\u00edlias com contas vencidas h\u00e1 mais de 90 dias desceu a 47,3% em junho, o que reduziu o tempo m\u00e9dio das d\u00edvidas em atraso para 64,1 dias. Em maio, a m\u00e9dia de atraso era de 64,3 dias.<\/p>\n<p>&#8220;Outra boa not\u00edcia \u00e9 que o comprometimento da renda apresentou melhora. O percentual de fam\u00edlias que entregam mais da metade da renda para o pagamento dos d\u00e9bitos caiu para 19,2%, fazendo a m\u00e9dia do or\u00e7amento familiar destinada a este fim cair para 29,6% &#8211; um recuo de 0,2 ponto percentual frente a maio e de 0,3 p.p. frente a junho de 2024&#8221;, completou a CNC.<\/p>\n<p>O cart\u00e3o de cr\u00e9dito mant\u00e9m a lideran\u00e7a como a modalidade mais utilizada, mencionada por 83,3% dos endividados, mas perdeu espa\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fatia de 86,4% registrada em junho do ano passado. Na dire\u00e7\u00e3o oposta, os carn\u00eas cresceram em um ano, com uma fatia de 17,0% de men\u00e7\u00f5es em junho de 2025, ante 16,0% em junho de 2024.<\/p>\n<p><strong>Classe m\u00e9dia baixa mais endividada<\/strong><br \/>\nNa passagem de maio para junho, as fam\u00edlias de classe m\u00e9dia baixa ficaram mais endividadas e mais inadimplentes.<\/p>\n<p>No grupo com renda familiar mensal de at\u00e9 tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos, a propor\u00e7\u00e3o de endividados subiu de 81,0% em maio para 81,1% em junho. Na classe m\u00e9dia baixa, com renda de tr\u00eas a cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos, a propor\u00e7\u00e3o de endividados aumentou de 80,3% para 80,9%. No grupo de cinco a dez sal\u00e1rios m\u00ednimos, houve redu\u00e7\u00e3o de 78,9% para 78,7%. No grupo com renda acima de 10 sal\u00e1rios m\u00ednimos mensais, essa fatia caiu de 67,6% para 67,5%.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 inadimpl\u00eancia, no grupo com renda familiar mensal de at\u00e9 tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos, a propor\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias com d\u00edvidas em atraso permaneceu em 36,9% em junho, ante 36,9% em maio. Na classe m\u00e9dia baixa, com renda de tr\u00eas a cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos, a propor\u00e7\u00e3o de inadimplentes aumentou de 28,9% em maio para 29,4% em junho. No grupo de cinco a dez sal\u00e1rios m\u00ednimos, houve eleva\u00e7\u00e3o de 22,8% para 22,9%. No grupo que recebe acima de 10 sal\u00e1rios m\u00ednimos mensais, a fatia de inadimplentes diminuiu de 15,0% para 14,9%.<\/p>\n<p>O endividamento das fam\u00edlias brasileiras deve continuar crescendo ao longo do ano, segundo o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.<\/p>\n<p>&#8220;A tend\u00eancia \u00e9 que at\u00e9 o fim do ano esse n\u00famero suba ainda mais. No entanto, a expectativa de aumento da inadimpl\u00eancia pode conter esse crescimento. A CNC projeta fam\u00edlias mais endividadas em at\u00e9 2,5 pontos percentuais e mais inadimplentes em 0,7 ponto percentual. O cen\u00e1rio exige aten\u00e7\u00e3o, especialmente com o impacto de novos programas de cr\u00e9dito do governo&#8221;, alertou Bentes, em nota.<\/p>\n<p><em>FOTO: GETTY IMAGES<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Daniela Amorim &#8211; editada por Mariana Collini Os brasileiros ficaram mais endividados em junho, mas a inadimpl\u00eancia se manteve est\u00e1vel, segundo a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC). 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