{"id":24440,"date":"2025-03-24T17:46:28","date_gmt":"2025-03-24T20:46:28","guid":{"rendered":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais\/?p=24440"},"modified":"2025-03-26T17:49:07","modified_gmt":"2025-03-26T20:49:07","slug":"planos-de-investimento-do-itau-bradesco-santander-e-btg-com-a-selic-em-1425-ao-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/financasmais\/planos-de-investimento-do-itau-bradesco-santander-e-btg-com-a-selic-em-1425-ao-ano\/","title":{"rendered":"Planos de investimento do Ita\u00fa, Bradesco, Santander e BTG com a Selic em 14,25% ao ano"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Jenne Andrade &#8211; editada por Mariana Collini<\/strong><\/p>\n<p>Na \u00faltima quarta-feira (19), o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central decidiu subir a taxa b\u00e1sica de juros em 1 ponto percentual. Agora a Selic, como \u00e9 conhecida, saiu de 13,25% para 14,25% ao ano. Este \u00e9 o maior patamar de juros desde setembro de 2016, durante o governo Dilma Rousseff (PT).<\/p>\n<!-- In\u00edcio Banner 300x250 --><div class='dfp-tmeio1'><\/div><script type='text\/javascript'> DFP.renderHtml({ 'selector':'div.dfp-tmeio1', 'targets':{ 'formato':'tmeio1' }, 'screenmap':'Tile_300_250_T_250', 'force': true });<\/script><!-- Fim Banner 300x250 --> <p>Para frente, os principais bancos do Brasil, como Ita\u00fa, Bradesco, Santander e BTG, possuem proje\u00e7\u00f5es entre 15,25% e 15,5% ao ano para o patamar terminal da Selic. Todas estas institui\u00e7\u00f5es financeiras tamb\u00e9m j\u00e1 adaptarem as recomenda\u00e7\u00f5es de aloca\u00e7\u00e3o para um \u201cnovo normal\u201d de juros altos.<\/p>\n<p><strong>Ita\u00fa: \u201cTem um cen\u00e1rio bom para o investidor\u201d<\/strong><br \/>\nO Ita\u00fa acredita que a Selic deva continuar subindo at\u00e9, pelo menos, o patamar de 15.25% ao ano. Entretanto, o banco hoje est\u00e1 mais positivo com o cen\u00e1rio para a Bolsa do que estava no ano passado.<\/p>\n<p>Com uma recomenda\u00e7\u00e3o de aloca\u00e7\u00e3o de 5% em Bolsa para o investidor moderado, ante 3% nos \u00faltimos meses, o banco v\u00ea a queda do d\u00f3lar e a volta do fluxo estrangeiro para a Bolsa como fatores que devem aliviar as press\u00f5es inflacion\u00e1rias no Pa\u00eds \u2013 e, consequentemente, fazer com que o n\u00edvel do juro fique mais baixo do que o imaginado. Antes, por exemplo, o Ita\u00fa apostava em uma Selic terminal de 15,75%.<\/p>\n<p>Ambos os fatores, queda do d\u00f3lar e aumento do capital estrangeiro, tem a ver com preocupa\u00e7\u00f5es relacionadas aos EUA. \u00c9 esperado que as pol\u00edticas tarif\u00e1rias do presidente Donald Trump tenham efeitos negativos sobre a economia americana. Agora, os investidores globais redirecionam o capital para outras regi\u00f5es, como o Brasil.<\/p>\n<p>\u201cMuito do que a gente viu aqui de recupera\u00e7\u00e3o da bolsa local foi o investidor estrangeiro rodando suas carteiras, saindo um pouco dos Estados Unidos e redistribuindo em outras regi\u00f5es. Ent\u00e3o, bolsa local est\u00e1 no cen\u00e1rio hoje melhor do que estava no fim do ano\u201d, diz Martin Iglesias, especialista l\u00edder em investimentos e aloca\u00e7\u00e3o de ativos do Ita\u00fa Unibanco.<\/p>\n<p>Em Bolsa brasileira, o Ita\u00fa recomenda a divis\u00e3o entre a\u00e7\u00f5es brasileiras e pap\u00e9is de empresas americanas hedgeadas em real. Ainda assim, a renda fixa reina no portf\u00f3lio, com 53% de recomenda\u00e7\u00e3o de aloca\u00e7\u00e3o em p\u00f3s-fixados, como o Tesouro Selic, 27% em t\u00edtulos atrelados \u00e0 infla\u00e7\u00e3o e 5% em prefixados. O Ita\u00fa tamb\u00e9m indica que 3%% do portf\u00f3lio seja alocado em afundos de renda fixa ativos, que buscam superar o benchmark e 7% em multimercados.<\/p>\n<p>\u201cEu acho que tem um cen\u00e1rio bom para o investidor. Tem tanto um espa\u00e7o interessante na renda fixa, como um cen\u00e1rio melhor para a bolsa\u201d, diz Iglesias.<\/p>\n<p><strong>\u00c1gora: \u201cDecis\u00e3o do Copom refor\u00e7a o dom\u00ednio da renda fixa nas carteiras\u201d<\/strong><br \/>\nPara a \u00c1gora Investimentos, corretora do banco Bradesco, a \u00faltima decis\u00e3o do Copom s\u00f3 refor\u00e7ou o dom\u00ednio da renda fixa nas carteiras. Ellen Steter, especialista da casa, afirma que ter t\u00edtulos p\u00f3s-fixados na carteira faz sentido para qualquer tipo de investidor, do conservador ao arrojado, neste momento de juros nas alturas.<\/p>\n<p>T\u00edtulos p\u00f3s-fixados seguem de perto a varia\u00e7\u00e3o dos juros e s\u00e3o considerados os ativos mais conservadores dentro da renda fixa. N\u00e3o sofrem marca\u00e7\u00e3o a mercado, ou seja, os pre\u00e7os n\u00e3o oscilam conforme as expectativas econ\u00f4micas, e permitem resgates do capital aplicado a qualquer momento. \u00c9 o caso do Tesouro Selic, por exemplo.<\/p>\n<p>Esse tipo de t\u00edtulo agora passa a render 14,25% ao ano sem risco. Motivo pelo qual a 58% da carteira recomendada de fundos da \u00c1gora para investidores moderados \u00e9 composta renda fixa atrelada ao CDI.<\/p>\n<p>\u201cAs sinaliza\u00e7\u00f5es de aumentos na taxa de juros acabaram deixando a renda fixa como a \u2018menina dos olhos\u2019 de qualquer carteira de aloca\u00e7\u00e3o. Quando n\u00f3s olhamos as nossas carteiras recomendadas, n\u00e3o \u00e9 diferente\u201d, diz Steter.<\/p>\n<p>Somando os p\u00f3s-fixados (58%), t\u00edtulos que pagam a varia\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o (16,5%) e prefixados (5%), que oferecem um juro fixo ao ano, a renda fixa cobre 79,5% da carteira moderada da \u00c1gora. J\u00e1 as a\u00e7\u00f5es \u201cmordem\u201d uma parcela bem menor do portf\u00f3lio, de 4%,. O restante do portf\u00f3lio est\u00e1 dividido entre ativos internacionais, multimercados e alternativos, como fundos imobili\u00e1rios. \u201cN\u00f3s observamos, sim, a Bolsa como um ativo bastante atraente. Faz sentido o investidor ter, mas no curto prazo, de seis a 12 meses, entendemos que os pr\u00eamios de renda fixa est\u00e3o super interessantes\u201d, afirma Steter.<\/p>\n<p><strong>Santander: \u201cVis\u00e3o mais negativa para a Bolsa local\u201d<\/strong><br \/>\nO Santander possui uma vis\u00e3o mais pessimista que Ita\u00fa, BTG e Bradesco sobre o pico da Selic. O banco projeta que os juros cheguem em 15,5% e que o ambiente de neg\u00f3cios continue desafiador ao longo do ano: as expectativas s\u00e3o de que a infla\u00e7\u00e3o feche 2025 em 6%, acima da meta de 3%, e que o d\u00f3lar se mantenha no patamar de R$ 6.<\/p>\n<p>Tudo isto em fun\u00e7\u00e3o da baixa visibilidade a respeito de uma poss\u00edvel melhora fiscal. Com os gastos p\u00fablicos aumentando, o Santander n\u00e3o enxerga gatilhos para que a recupera\u00e7\u00e3o da Bolsa, observada neste primeiro trimestre, se mantenha nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>\u201cCom este arcabou\u00e7o, trabalhamos nossas recomenda\u00e7\u00f5es com um vi\u00e9s de cautela. Mantemos uma vis\u00e3o positiva para a renda fixa, especialmente para os t\u00edtulos p\u00f3s-fixados, e uma vis\u00e3o mais negativa para a bolsa local, devido \u00e0 falta de gatilhos para uma performance mais positiva do Ibovespa em fun\u00e7\u00e3o do impacto negativo dos juros longos sobre as empresas\u201d, diz Caio Camargo, estrategista de investimentos do Santander.<\/p>\n<p>As principais recomenda\u00e7\u00f5es de investimento do Santander para este primeiro trimestre de 2025 est\u00e3o concentradas na renda fixa, divida em tr\u00eas pilares: Tesouro Direto, em especial o Tesouro Selic, considerado seguro e que acompanha a taxa b\u00e1sica de juros; Certificados de Dep\u00f3sito Banc\u00e1rio (CDBs), que oferecem boa rentabilidade e s\u00e3o protegidas pelo Fundo Garantidor de Cr\u00e9ditos (FGC) at\u00e9 R$ 250 mil; e Letras de Cr\u00e9dito Imobili\u00e1rio (LCIs) e do Agroneg\u00f3cio (LCAs), que s\u00e3o isentas de Imposto de Renda (IR).<\/p>\n<p>\u201cPensando em investimentos para a pessoa f\u00edsica e num horizonte de longo prazo, \u00e9 dif\u00edcil antecipar quando haver\u00e1 uma revers\u00e3o dos mercados, como vimos nas performances de janeiro dos ativos locais. Por isso, ter uma carteira bem estruturada e alinhada ao seu perfil de investidor \u00e9 essencial para uma aloca\u00e7\u00e3o que atenda aos seus objetivos\u201d, refor\u00e7a Camargo, do Santander.<\/p>\n<p><strong>BTG Pactual: \u201c\u00c9 melhor que os investidores fiquem mais conservadores\u201d<\/strong><br \/>\nNesse momento de Selic alta, o BTG Pactual recomenda que uma \u201ccarteira balanceada\u201d (com algum grau de risco) tenha 75% dos ativos em renda fixa. Desta fatia, a maior parte (42%) em p\u00f3s-fixados, como Tesouro Selic, e uma parcela menor (30%) em t\u00edtulos atrelados \u00e0 infla\u00e7\u00e3o, como o Tesouro IPCA+. Completam a seara os t\u00edtulos prefixados, com uma indica\u00e7\u00e3o de 3%.<\/p>\n<p>Outros 13% da carteira podem ser compostos de fundos multimercados e uma parcela menor, de 7,5%, em Ibovespa. Outros 4,5% em ativos \u201calternativos\u201d, como fundos imobili\u00e1rios (FIIs), criptoativos e moedas.<\/p>\n<p>O banco de investimentos projeta que a taxa Selic ainda sofra mais aumentos e chegue em 15,25% ao ano. Entretanto, a visibilidade sobre os pr\u00f3ximos meses ainda \u00e9 baixa. Sem sinais de melhora na parte fiscal, o BTG n\u00e3o espera um cen\u00e1rio construtivo \u00e0 frente.<\/p>\n<p>\u201cA gente v\u00ea ainda um ambiente fiscal bastante desafiador para o Brasil. E quando isso acontece, a credibilidade da pol\u00edtica econ\u00f4mica vai piorando e a curva de juros come\u00e7a a precificar taxas cada vez maiores\u201d, diz Frasson. \u201cComo h\u00e1 um custo de oportunidade muito elevado, \u00e9 melhor que os investidores fiquem mais conservadores do que arriscados. Ent\u00e3o, \u00e9 melhor voc\u00ea ter mais t\u00edtulos de renda fixa p\u00f3s-fixados e t\u00edtulos atrelados \u00e0 infla\u00e7\u00e3o, do que ativos prefixados de prazo mais longo ou a\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/einvestidor.estadao.com.br\/mercado\/selic-juros-alta-estrategias-de-investimento-itau-santander-bradesco-btg\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Planos de investimento do Ita\u00fa, Bradesco, Santander e BTG com a Selic em 14,25% ao ano<\/a> <\/p>\n<p><em>Foto: Adobe Stock<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jenne Andrade &#8211; editada por Mariana Collini Na \u00faltima quarta-feira (19), o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central decidiu subir a taxa b\u00e1sica de juros em 1 ponto percentual. Agora a Selic, como \u00e9 conhecida, saiu de 13,25% para 14,25% ao ano. 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