{"id":51480,"date":"2020-12-15T17:04:05","date_gmt":"2020-12-15T20:04:05","guid":{"rendered":"http:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/empresasmais\/?page_id=51480"},"modified":"2021-12-10T19:21:02","modified_gmt":"2021-12-10T22:21:02","slug":"editorial","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/empresasmais2021\/editorial\/","title":{"rendered":"Editorial"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-57004 size-full\" src=\"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/empresasmais2021\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/EM_Capa2021.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"472\" srcset=\"https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/empresasmais2021\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/EM_Capa2021.jpg 300w, https:\/\/publicacoes.estadao.com.br\/empresasmais2021\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/EM_Capa2021-191x300.jpg 191w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Capacidade de resili\u00eancia das empresas. \u00c9 assim que Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, descreve o comportamento do setor produtivo nacional em 2020. Na verdade, foi um ano que se estendeu por 18 meses ou at\u00e9 mais para muitos, devido \u00e0 necess\u00e1ria extens\u00e3o das medidas de distanciamento social motivada pela pandemia. Comerciantes viram os consumidores sumirem das ruas, enquanto os servi\u00e7os se reinventaram para atender \u00e0 demanda cada vez mais digital. E as f\u00e1bricas passaram por uma dura adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A economia brasileira j\u00e1 vinha em ritmo lento em 2019, com crescimento do PIB pouco superior a 1%, quando come\u00e7aram a surgir not\u00edcias de que um novo v\u00edrus causador de s\u00edndrome respirat\u00f3ria aguda poderia se espalhar pelos continentes. O primeiro dos mais de 22 milh\u00f5es de casos foi confirmado no Brasil no final de fevereiro e a primeira das mais de 600 mil mortes ocorreu no in\u00edcio de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Embora essa nova realidade tenha gerado impactos seguidos nas mais diversas atividades ao longo dos meses, o \u201cficar em casa\u201d n\u00e3o foi t\u00e3o prejudicial para as 1,5 mil maiores empresas do Brasil. Segundo Agostini, a medida do Ebitda (que observa o lucro antes de juros e impostos) cresceu 16% em 2020 ante 2019. Mesmo sem pandemia, o indicador havia crescido apenas 1% entre 2018 e 2019.<\/p>\n<p>Ocorreu o mesmo para a margem operacional, que avan\u00e7ou 11,1% ante 8,8% na mesma compara\u00e7\u00e3o. \u201cAs empresas fizeram um ajuste de custo vigoroso e isso propiciou ganho de margem\u201d, explica o economista.<\/p>\n<p>Ainda usando as medianas dos dois per\u00edodos, nota-se que os ativos totais cresceram 11,4% no ano da crise sanit\u00e1ria, menos que os 15,2% do ano anterior, mas a evolu\u00e7\u00e3o da rentabilidade foi maior em 2020: 15,5% ante 12,9%. Agostini explica que as empresas conseguiram n\u00e3o s\u00f3 fazer essa gest\u00e3o efetiva de custos, mas ainda geraram mais retorno para seus acionistas. Outro fator positivo \u00e9 que o endividamento sobre o patrim\u00f4nio l\u00edquido cresceu 152%, pouco acima dos 149,5% do ano anterior. Ou seja, a d\u00edvida cresceu pouco num ano em que a receita avan\u00e7ou.<\/p>\n<h2>ArcelorMittal<\/h2>\n<p>Os dados de empresas de \u00e1reas diferentes mostram esse desempenho. A companhia sider\u00fargica e de minera\u00e7\u00e3o ArcelorMittal, destaque na categoria Metalurgia e Siderurgia, fechou 2020 com receita l\u00edquida de R$ 33 bilh\u00f5es e lucro l\u00edquido de R$ 1 bilh\u00e3o, resultados maiores que os de 2019.<\/p>\n<p>Segundo a empresa, isso foi poss\u00edvel gra\u00e7as a uma combina\u00e7\u00e3o de medidas tomadas para preserva\u00e7\u00e3o do caixa, redu\u00e7\u00e3o de custos, apoio \u00e0s cadeias de clientes e fornecedores, otimiza\u00e7\u00e3o de processos e aumento de produtividade. Em abril, considerado o m\u00eas mais agudo da crise, se viu obrigada a ajustar sua produ\u00e7\u00e3o \u00e0 queda da demanda por a\u00e7o e reduziu suas opera\u00e7\u00f5es, desligando o alto-forno 3, da unidade de Tubar\u00e3o (ES), que fornece a\u00e7os planos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram feitas paradas tempor\u00e1rias em unidades de a\u00e7os longos. Com a recupera\u00e7\u00e3o do mercado, entre julho e agosto a opera\u00e7\u00e3o plena foi retomada, incluindo a do alto-forno 2, desligado desde 2019.<\/p>\n<h2>Tramontina<\/h2>\n<p>A Tramontina, primeira colocada na categoria Bens de Consumo, recebeu o inesperado benef\u00edcio de as pessoas ficarem mais tempo em suas casas porque precisarem renovar alguns itens como utens\u00edlios e equipamentos para cozinha, m\u00f3veis, ferramentas e materiais el\u00e9tricos.<\/p>\n<p>Segundo Clovis Tramontina, presidente do conselho de administra\u00e7\u00e3o da empresa, o per\u00edodo permitiu at\u00e9 lan\u00e7amentos da marca em diferentes segmentos. \u201cUm exemplo foi o lan\u00e7amento da l\u00e2mpada SmartLED, que permite controlar a ilumina\u00e7\u00e3o do ambiente, acender, apagar, variar a intensidade e sincronizar a varia\u00e7\u00e3o da cor conforme a melodia da m\u00fasica\u201d, explica. Mais recentemente, foi lan\u00e7ado o GURU, cooktop conectado que ajuda a cozinhar, o primeiro da marca a utilizar a Internet das Coisas (IoT).<\/p>\n<p>\u00c9 nessa capacidade de reinven\u00e7\u00e3o do setor que Agostini, da Austin, deposita as esperan\u00e7as para o ranking de 2022. O avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o estimulando a recupera\u00e7\u00e3o de economias dos principais parceiros brasileiros \u00e9 um dos fatores na mesa. O mesmo vale para o com\u00e9rcio e o setor de servi\u00e7os dom\u00e9sticos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Capacidade de resili\u00eancia das empresas. \u00c9 assim que Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, descreve o comportamento do setor produtivo nacional em 2020. Na verdade, foi um ano que se estendeu por 18 meses ou at\u00e9 mais para muitos, devido \u00e0 necess\u00e1ria extens\u00e3o das medidas de distanciamento social motivada pela pandemia. 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