EAD turbinou digitalização do ensino na pandemia

A Cogna Educação virou a chave para o mundo online em menos de 24 horas no ensino superior

A pandemia da covid-19 atingiu em cheio a economia mundial e as empresas tiveram de se reinventar para operar diante do novo cenário. Neste contexto, a digitalização dos processos se tornou a grande aliada para tentar superar os desafios impostos pelo novo coronavírus. O setor da educação foi um dos que conseguiram se adaptar rapidamente à nova realidade e montou uma estrutura online para seguir com o programa previsto para o ano. “O setor se adaptou aos novos tempos de maneira muito rápida. No entanto, sofreu com a evasão de alunos e, com mais de 14 milhões de desempregados, a tendência é que mais estudantes tenham que deixar as salas de aulas”, avalia Celso Niskier, diretor-presidente da ABMES (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior).

“82% das instituições fizessem a migração para o remoto em tempo recorde, em apenas poucos dias”
Rodrigo Galindo, CEO da Cogna

De acordo com ele, o movimento de digitalização já vinha ocorrendo nas universidades brasileiras com o EAD (Ensino a Distância). Para se ter uma ideia, o número de alunos matriculados no EAD subiu 378,9% entre 2009 e 2019, enquanto que nos cursos presenciais o aumento foi de 17,8% no mesmo período. “Isso contribuiu para que 82% das instituições fizessem a migração para o remoto em tempo recorde, em apenas poucos dias”, diz o representante das entidades.

A Cogna Educação, até o fim do ano passado conhecida por Kroton, lidera o ranking do Empresas Mais 2020 do setor de educação. No terceiro trimestre deste ano, o grupo contabilizava mais de 2 milhões de alunos na sua base. De acordo com o CEO da Cogna, Rodrigo Galindo, o processo de tombamento das atividades presenciais foi relativamente fácil para a instituição, reflexo do processo de transformação digital da companhia iniciado em 2017. “A digitalização do ensino é algo que já estava presente na Cogna, mas que foi fortemente acelerada na pandemia. Todo o aprendizado nos permitiu que a migração para o ambiente online fosse mais rápida e fácil”, destaca Galindo.

Ele comenta que no ensino superior toda a operação de transformar o presencial em digital foi realizada em menos de 24 horas. “Desde o dia 16 março, dois dias depois do início das ações de isolamento social no País, todos os alunos das mais de 13 mil turmas do presencial já estavam acompanhando suas aulas e com acesso aos conteúdos, por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem”, diz o executivo. O que significa que um a cada oito alunos da graduação do Brasil estava tendo aulas virtuais em suas casas com toda segurança.

“Tornamos o Plurall a maior plataforma de ensino digital do País para escolas privadas no Brasil”
Rodrigo Galindo, CEO da Cogna

Na educação básica, esse processo levou um pouco mais de tempo para se estruturar. “No entanto, tornamos o Plurall, da Somos (responsável pela operação B2B de educação básica da Cogna), a maior plataforma de ensino digital do País para escolas privadas no Brasil”, diz o executivo. O Plurall conta hoje com mais de 1,3 milhão de alunos embarcados, mais de 107 mil professores e já registrou quase 10 milhões de aulas ao vivo. “Isso significa que um a cada quatro alunos da educação básica, se descontado o ensino infantil, está embarcado no Plurall”, comemora Galindo.