Vencedoras agregam soluções a princípios sustentáveis

Ideias disruptivas ganham cada vez mais alcance dentro das empresas

A introdução de inovações tecnológicas no dia a dia dos negócios já foi vista como uma oportunidade para se ganhar eficiência e, depois, passou a ser utilizada para uma melhor relação custo-benefício para parceiros, clientes e consumidores das empresas. Agora, os objetivos são mais amplos, como inclusão social, equidade e responsabilidade social. Esse é um ponto em comum entre os vencedores em 2021 do ranking Estadão Empresas Mais da categoria Inovação.

Para a Raízen, por exemplo, primeira colocada no ranking, inovação é o trampolim para a transição energética, compromisso primordial da companhia. “A Raízen possui um modelo único que vai do campo ao consumidor. Por isso temos a obrigação de continuar acelerando através de práticas cada vez mais eficientes e sustentáveis no uso de recursos naturais, buscando soluções que promovam a economia circular e fazendo uso de dados proprietários para entendimento e melhor tomada de decisão”, afirma Fábio Mota, vice-presidente responsável por Tecnologia e Inovação na empresa.

A Raízen tem como objetivo contribuir para que os setores agrícola e sucroenergético brasileiro tenham uma posição de protagonismo tecnológico e inovador. Para tanto, busca a contribuição de parceiros, startups e outros agentes de inovação. “A cada safra implementamos soluções que promovem significativas evoluções nos mais variados processos e operações, por meio do uso de inteligência artificial e internet das coisas, por exemplo”, afirma Mota. Entre as inovações da Raízen, está a geração de processos e produtos mais modernos, como o etanol celulósico (E2G) e o biogás a partir de resíduos agrícolas.

Bradesco e a inclusão financeira

No Bradesco, a inovação também é considerada tanto um caminho para entender melhor as características dos clientes como um atalho para a conquista da maior inclusão financeira. “Escutamos o cliente para criar soluções condizentes. Por isso, temos um ecossistema de inovação nacional e internacional muito extenso e importante: o inovabra”, comenta Carolina Fera, diretora de Experiência do Cliente & Transformação Digital do banco.

O Bradesco já é reconhecido pelo pioneirismo da criação da BIA, inteligência artificial que, desde 2016, realizou mais de 1 bilhão de interações totalmente digitais. No ano passado, lançou em parceria com a Disney o Next Joy, voltado ao estímulo da educação financeira de crianças e adolescentes.

O banco também investe, por meio de um fundo próprio de corporate venture, em participações minoritárias em fintechs e startups que tenham modelos de negócios e tecnologias disruptivas no Brasil e no mundo. Os investimentos estão em áreas como Inteligência Artificial, Big Data, Blockchain, IoT e APIs. Algumas das empresas que receberam aportes são a Semantix – que recentemente anunciou uma transação com o SPAC Alpha Capital –, Asaas, 4intelligence, Agrosmart e Beep Saúde.

 

MRV foca na jornada completa

Na MRV, as soluções inovadoras vão desde o processo de compra de terrenos, passando pelas obras, vendas e pós-vendas, o que oferece aos clientes uma jornada completa e fluida com a empresa, explica Rodrigo Resende, diretor de Novos Negócios e Inovação da empresa.

Existe um espaço de laboratório na construtora dedicado à discussão de soluções inteligentes e diferentes para os problemas corporativos e sociais do grupo. A MRV também apoia o empreendedorismo no setor em que atua.

Para os clientes, são oferecidas cada vez mais interações digitais. “A plataforma de vendas digital, pioneira para o setor, possibilita que o cliente realize toda a jornada de compra de um apartamento, em poucas horas, sem sair de casa”, afirma Resende.

A inovação na construtora também ocorre a partir da pesquisa sobre materiais mais sustentáveis. “Buscamos por soluções que atenuem os danos ao planeta. Essas soluções vão desde processos que diminuem os resíduos nas obras, como é o caso do método construtivo paredes de concreto, e chegam a itens que ajudem nossos clientes a economizar água ou incentivem o uso de energias renováveis, como as placas fotovoltaicas instaladas em alguns condomínios para atender as áreas comuns”, diz o diretor da MRV.