Vencedores São Paulo

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Recuperação é o termo que define o desempenho do setor de poupança no momento. Diferentemente de 2015 e 2016, quando foram registradas saídas líquidas de R$ 53,6 bilhões e de R$ 40,7 bilhões, respectivamente, a última mensuração do Banco Central constatou que os brasileiros fizeram mais depósitos do que saques na caderneta em 2017. E o setor entrou em 2018 com o pé direito: em janeiro, deu-se a menor saída líquida de dinheiro para o mês dos últimos quatro anos (R$ 5,2 bilhões).

“Se nos últimos anos as pessoas passaram por dificuldades, perderam o emprego e precisaram sacar a poupança, ou até mesmo optaram por outras formas de investimento, percebemos agora que o cenário começa a mudar”, diz Gilberto Duarte de Abreu Filho, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). “À medida que a economia melhora, as pessoas têm mais sobra para poupar. E a previsão de manutenção de juros mais baixos nos dá expectativas positivas para 2018 e 2019.” Para Abreu Filho, é natural que os brasileiros voltem a procurar a caderneta, um produto “conhecido, tradicional, que transmite confiança”.

Terceiro nome mais relevante para os consumidores no Marcas Mais quando o assunto é poupança, o Banco Itaú diz que sua captação reflete o bom momento: enquanto em 2016 o saldo foi negativo, em 2017 as cadernetas representaram 14% da captação líquida – e já correspondem a 45% dos investimentos de longo prazo em 2018.

Na Caixa, 7 milhões de pessoas abriram poupança no ano passado, contabilizando 74 milhões de depositantes no banco tetracampeão dessa categoria na pesquisa realizada em parceria pelo Estadão e pela TroianoBranding. Para Adriana Santos Probst, superintendente nacional de publicidade e propaganda da Caixa, a queda da taxa Selic, para 7% ao ano em dezembro de 2017, foi uma das principais responsáveis pelo resultado positivo e garantiu a rentabilidade atrativa ante outros investimentos.

Entre os jovens, a caderneta tem um apelo especial – daí a estratégia da Caixa, que tem procurado promover uma “cultura poupadora” entre as pessoas mais novas. “Ela [a poupança] é um investimento seguro e descomplicado, ideal para quem quer começar a fazer o próprio dinheiro render e quer receber respostas de curto e médio prazo”, diz Adriana. Uma dessas ações foi a campanha publicitária “Língua do P”, que investiu em linguagem moderna e ousada para se aproximar desse público.

Outro gesto no sentido de atrair clientes, jovens ou não, é aumentar a oferta de serviços digitais e que facilitam a vida das pessoas. “O setor financeiro como um todo, não só as poupanças, é impactado pelas transformações tecnológicas, as novas ferramentas, as fintechs e até mesmo pelo comportamento do público. Por isso, temos investido bastante na área, tanto em produtos quanto na comunicação”, diz Adriana. Como o brasileiro está cada vez mais inserido no contexto digital, a aposta deve ajudar a fortalecer a relação do banco com os clientes.

O brasileiro fez mais depósitos do que saques na poupança em 2017

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