Existem 2.364 instituições de ensino superior no Brasil, sendo a maioria delas – 87,5% – privada, segundo dados do Censo da Educação Superior 2015, divulgado no final de 2016. As mais antigas – PUC-SP e Universidade Presbiteriana Mackenzie – foram novamente destaque no estudo Marcas Mais e têm a tradição a favor de sua visibilidade. A novidade na lista das universidades privadas mais lembradas é a Anhembi Morumbi, da rede americana Laureate. Independentemente dos anos de estrada, as universidades consideram ter pela frente o desafio de se atualizar constantemente para dar vazão as demandas e anseios da sociedade e, especialmente, abrir oportunidades para o futuro dos jovens.

A septuagenária Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a PUC-SP, foi a mais lembrada no ranking Marcas Mais. Para a reitora, professora doutora Maria Amália Pie Abib Andery, “a qualidade comprovada dos nossos cursos de graduação, pós-graduação e extensão, o saber notório de nossos professores e a nossa tradição acadêmica de sete décadas são sem dúvida a nossa melhor vitrine”. Mas ela destaca que nenhuma universidade pode ficar alheia às transformações da sociedade, “sejam elas tecnológicas ou comportamentais”.

Segundo Maria Amália, a universidade está modernizando cursos e metodologias de ensino e ampliando as possibilidades de internacionalização dos currículos. “Criamos programas a fim de capacitar nossos docentes para lidar com este novo contexto de ensino e temos os canais permanentemente abertos para nossos alunos, aprendendo igualmente com eles, sempre”, diz a reitora.

O Mackenzie, por sua vez, tem focado em segmentação e não simplesmente em divulgação da marca para chamar a atenção de potenciais alunos. De acordo com o reitor do Mackenzie, o professor doutor Benedito Guimarães Aguiar Neto, “isso significa explicitar no processo de divulgação mais detalhes dos cursos e as atividades correlatas. Assim, temos observado um melhor resultado no processo de divulgação do nome da universidade”. Segundo ele, “o Mackenzie preserva e valoriza a tradição, mas também se preocupa em mostrar o quanto ela se renova e se atualiza com relação à dinâmica do conhecimento científico e tecnológico”.

Esse olhar para o futuro está no radar da Anhembi Morumbi. “Nosso público-alvo está em constante mudança. Recebemos hoje em nossas salas de aula os nativos digitais, que não dividem a vida em online e offline. Nasceram com a tecnologia já em seu dia a dia. Por isso, sempre tiveram evoluções rápidas, muitas informações ao mesmo tempo e recompensas a cada pequena vitória, obrigando a universidade a entender esta realidade e trazer para a sala de aula uma metodologia diferente”, explica Eduardo Araújo, diretor-geral da Anhembi Morumbi.

Ele atribuiu às campanhas digitais, em meios não tradicionais, a maior eficiência obtida na comunicação com o público. E avalia que a oferta de cursos inovadores – a universidade foi a primeira a lançar um curso de gastronomia, design de games e de turismo – é um grande diferencial da instituição. “Se a universidade não se reinventar, não se modernizar e não tiver esse olhar para as constantes mudanças desse público, ela estará fadada a deixar de ser uma escolha do jovem”, conclui.

Nenhuma universidade pode ficar alheia às transformações tecnológicas e de comportamento

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