A tecnologia inverteu a ordem de poder, transferindo-o das empresas para os consumidores – e a indústria da moda certamente foi uma das primeiras a sentir os efeitos dessa mudança. Foi também uma das pioneiras a buscar respostas para entender as transformações e aprender a se relacionar com clientes muito mais conscientes do impacto de sua decisão. Primeira colocada em São Paulo na categoria Lojas de Roupas do ranking Marcas Mais, a C&A sabe que não é possível controlar o cenário econômico recessivo, mas aposta em um movimento profundo de escuta das pessoas para fortalecer seu negócio. “Somente nas lojas físicas, são mais de 1 milhão de pessoas diariamente. O consumidor de hoje, no entanto, é multicanal, o que nos levou a lançar, em 2016, o Clique & Retire, no qual ele tem a opção de comprar na loja online e retirar o produto na loja física. Já percebemos, por exemplo, que de 20% a 30% do público que escolhe essa modalidade compra outras peças na loja no momento da retirada do produto”, comenta Paulo Correa, presidente da C&A no Brasil.

A empresa tem investido fortemente em variados canais de diálogo e engajamento, nos quais ouve a opinião de clientes sobre o desenvolvimento de novas campanhas, estampas, coleções, lojas. Toda essa interação fez com que o posicionamento da marca fosse revisto no ano passado. “Hoje, entendemos a moda como uma forma de expressão do indivíduo, sem julgamentos. Queremos, cada vez mais, promover um ambiente aberto e oferecer uma moda que estimule a conexão do cliente com ele mesmo e com o mundo a sua volta, sem perder sua identidade”, acrescenta Paulo Correa.

Uma visão mais contemporânea do negócio começa a ganhar espaço também no relacionamento da C&A com os demais públicos de sua cadeia produtiva. “As companhias e marcas que não acompanharem critérios econômicos e socioambientais sustentáveis enfrentarão desafios para continuarem vivas no mercado. Para Marcio Callage, chief creative officer (CCO) da CuboCC, agência responsável pela comunicação da marca C&A, poucas empresas entenderam a profundidade dessa transformação. “A C&A sempre foi ousada e inovou. Sempre foi protagonista no entendimento do que deve ser o seu papel na sociedade, indo muito além da comunicação e levando a sério questões fundamentais como a sustentabilidade”, acredita.

Diferenciais competitivos claros e proposta de valor consistente e coerente com a essência do negócio são aspectos que a Renner também tem buscado para dar continuidade a uma trajetória de crescimento com rentabilidade. Independentemente do cenário econômico desafiador, a companhia segue investindo na melhoria das operações para proporcionar uma melhor experiência de compra aos seus clientes.

Em terceiro lugar ficou a Riachuelo, que em maio deste ano fez sua estreia no e-commerce, com 15 mil itens à venda, o mesmo volume disponibilizado em suas lojas físicas. “Com investimento de R$ 28 milhões, o grande diferencial da plataforma é a sinergia com a operação física. Em 2015, a Riachuelo investiu R$ 250 milhões na modernização de um novo centro de distribuição, localizado em Guarulhos, para ampliar a capacidade de expedição da companhia e apoiar as duas operações”, explica Marcella Kanner, gerente de marketing da empresa.

Atualmente, a moda é vista como uma forma de expressão do indivíduo, sem julgamentos

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