O setor de eletrodomésticos foi um dos mais afetados pela crise e, ao que parece, começa a se recuperar. De acordo com a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), o ano passado foi o pior para a indústria desde 2010, com as vendas de equipamentos da linha branca chegando a 12,9 milhões de unidades: o pico, em 2012, foi de 18,9 milhões de aparelhos vendidos. Apesar do resultado, a crença é de que 2017 possa ser um ano de recuperação.

Um bom exemplo é o da Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, respectivamente primeira e terceira colocada na categoria Fabricantes de Eletrodomésticos do ranking Marcas Mais. A empresa registrou no primeiro trimestre deste ano um lucro líquido de R$ 153 milhões, o que representa um crescimento de 2% em relação ao ano passado. O bom resultado, sem dúvida, está diretamente relacionado à fidelidade às marcas da companhia.

O diretor de marketing da Whirlpool, Renato Firmiano, lembra que, mesmo em um cenário recessivo, a Brastemp continuou investindo em inovação. Como exemplos, ele cita o lançamento da assinatura “Sem dúvida, Brastemp”, a inauguração do espaço Brastemp Experience e a apresentação da campanha de marketing da marca. “Compreendendo as evoluções e as necessidades dos consumidores, buscamos sempre surpreender. Por isso, a Brastemp tem o compromisso de entregar todos os seus produtos com superioridade naquilo que o cliente vê e sente”, declara.

A diretora-executiva de atendimento da FCB Brasil, agência responsável pela Brastemp, Cristiane Pereira, afirma que a marca está presente no mercado brasileiro há 60 anos e é a dona de um jargão até hoje conhecido: “Não é assim… uma Brastemp”. “O desafio do novo posicionamento foi respeitar este legado e conectar essa nova proposta à realidade de um consumidor mais provocador, informado e conectado. A nova assinatura cumpre esse papel”, diz.

A Electrolux, segunda colocada no ranking, também aposta em inovação e criatividade para escapar da crise. Sandra Montes, diretora de marketing e brand da Electrolux para a América Latina, garante que a recessão impacta a confiança e o poder de consumo no Brasil, além de acarretar a redução de crédito, que é fatal para o setor de bens duráveis. “Para enfrentar essas condições, a Electrolux tem investido em medidas criativas e novas, trabalhando uma oferta de mix de produtos atrativos e competitivos para o consumidor brasileiro”, explica, lembrando que todas as categorias ou produtos que estiverem ligados ao apelo da economia representarão excelentes oportunidades de negócios.

Na mesma linha segue a Philips, terceira colocada no ranking juntamente com a Consul. A diretora de marketing da área de saúde pessoal da Philips do Brasil, Alina Asiminei, diz que as crises podem se transformar em momentos de oportunidades. “Acreditamos que produtos relevantes para o dia a dia das pessoas e com inovações diferenciadas seguirão apresentando crescimento de vendas”, defende. Para isso, a companhia aposta em um portfólio diversificado, com a oferta tanto de produtos de entrada quanto de outros mais diferenciados. “Trazer produtos inovadores continuará sendo a grande aposta da Philips para manter o bom desempenho”, acrescenta Alina.

Inovação, criatividade e proximidade com o cliente são alguns dos principais ingredientes que trarão de volta o bom desempenho ao segmento

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