Em períodos de crise econômica, alguns setores podem ser mais afetados que outros. Um deles é o segmento de entretenimento, normalmente reduzido em tempo de dinheiro curto. É isso o que as empresas de TV por assinatura têm assistido nos últimos anos. Depois de atingir um pico de 19,6 milhões de assinantes em 2014, nos últimos dois anos a queda do setor foi sensível, com a perda de 800 mil clientes. O início de 2017 também não foi nada promissor. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a TV paga perdeu 105,4 mil assinantes em janeiro, na comparação com dezembro de 2016. Redução de 0,56%. Além das dificuldades econômicas pelas quais o Brasil passa, as mudanças de hábito do consumidor – que agora também tem à sua disposição maior oferta de filmes, programas e séries por streaming – têm impactado o segmento. Apesar disso, alguns especialistas afirmam que, ainda em 2017, quando as condições econômicas melhorarem, o setor poderá voltar a crescer.

Nesse cenário altamente competitivo torna-se cada vez mais necessário criar formas de encantar, agradar e surpreender o assinante. Por isso, as operadoras desenvolvem várias estratégias de engajamento. “A constante evolução no comportamento dos clientes traz mudanças significativas na forma como eles se relacionam com marcas e serviços. Cada vez mais conectados, eles levam as empresas a se adequarem às novas linguagens e aos novos meios. Sempre informados, suas escolhas se tornam ainda mais exigentes e mais racionais. Mais do que nunca, há necessidade de transparência, proximidade e objetividade na mensagem transmitida”, assinala Marco Dyodi, diretor de marketing das marcas Claro e NET, que, pela segunda vez consecutiva, lideram o ranking Marcas Mais. “A implementação de novas tecnologias está entre as principais transformações que a NET e a Claro imprimem no mercado. A possibilidade de assistir ao seu programa preferido, quando, onde e quantas vezes o assinante quiser por meio de múltiplas plataformas faz com que as empresas estejam sempre perto do cliente”, acrescenta Dyodi.

Esse mesmo conceito está presente no relacionamento de seus assinantes com a Sky, segunda colocada no estudo Marcas Mais, com seus assinantes.  “O momento econômico do País trouxe desafios para todos os setores, e com a TV paga não foi diferente. A empresa considerou essa conjuntura em seu planejamento estratégico e é uma das operadoras mais preparadas para esses desafios. Optamos por ampliar nosso portfólio, que hoje atende diversos perfis de público, com opções de entretenimento e fontes de informação somadas a um ótimo custo-benefício. Nesse cenário, fomos pioneiros no lançamento da assinatura pré-paga, modalidade que temos explorado bastante”, observa Alex Rocco, diretor de marketing da Sky, que também aborda o fato de que o consumidor agora é o protagonista da relação com as empresas. “Eles são muito exigentes e, devido à evolução digital que temos vivido na última década, têm um papel cada vez mais ativo, já que estão com o poder literalmente na palma da mão por meio de smartphones e conexões que se abrem a partir deles”, complementa Rocco.

Sempre bem informados, os assinantes têm se tornado cada vez mais exigentes e racionais

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