Num mundo em que o consumidor é o protagonista, um dos setores que mais utilizam a tecnologia para permitir que seus clientes façam o que quiserem, onde e quando quiserem é o de cartões. Já há algum tempo é possível sair do táxi sem abrir a carteira. Quitar as compras apenas aproximando o celular da maquininha de pagamentos e acompanhar os pedidos no restaurante sem precisar pedir a conta ao garçom no final da refeição – basta clicar no aplicativo – também são realidade no Brasil. “Vivemos numa era de transformações, em que a inovação e a experiência do cliente estão no centro dos nossos esforços”, afirma Sergio Giorgetti, vice-presidente de marketing da Visa e da Visa Electron, respectivamente a primeira e a terceira colocadas no ranking Marcas Mais. “Nos próximos cinco anos veremos mais mudanças nas formas de pagar do que vimos nas últimas cinco décadas e temos de estar preparados para disponibilizar as interfaces de programação de aplicativos, tanto para pagamentos como para dados e segurança”, acredita Natalia Zimerfeld, diretora de core marketing da MasterCard, a segunda mais desejada pelos entrevistados neste ano.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), o total transacionado em 2016 (cartões utilizados aqui ou no exterior) alcançou R$ 1,144 trilhão, 6,27% mais do que no ano anterior. Ainda que esse número seja um pouco abaixo da inflação, a tônica do setor é otimista. “Temos muito espaço para crescer, pois oferecemos soluções para substituir o uso de dinheiro, cheque ou boleto, com total segurança e visibilidade, ajudando as pessoas a controlar seus gastos”, resume Giorgetti, da Visa.

São duas as principais apostas: intensificar o relacionamento com o público e investir pesadamente em tecnologia e inovação. “Hoje, o consumidor é muito mais crítico e menos propenso a se engajar com mensagens publicitárias”, diz Marcelo Nogueira, diretor de criação da Almap BBDO, a agência da Visa. “Todo mundo passa o dia olhando para a tela do celular, é inevitável que as marcas também estejam lá, reforçando esse diálogo.” Já a MasterCard aposta na plataforma global Priceless Cities (Cidades Que Não Têm Preço, parte de sua tradicional campanha de mais de duas décadas com esse slogan). No Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo fazem parte do grupo de mais de 40 cidades do mundo em que é possível ter experiências nas áreas de gastronomia, diversão, hospedagem e compras.

Para garantir o bom funcionamento desse serviço, a empresa precisa de boas soluções tecnológicas. “É tudo baseado em geolocalização, para oferecer benefícios no lugar certo e na hora certa, para as pessoas certas”, diz Natalia, que também acredita no crescimento do e-commerce no País. A Visa também investe pesadamente no mundo mobile. Graças a uma parceria com a ShopFácil.com, é possível entrar no Facebook Messenger e decidir qual produto comprar interagindo com um robô, antes de pagar no próprio computador ou celular. No ano passado, a empresa lançou três “wearables” (dispositivos de vestir) de pagamento: a pulseira Bradesco Visa foi distribuída para 3 mil clientes, o Swatch Bellamy está à venda nas lojas da Swatch e a BPP Tag foi desenvolvida junto com a Brasil Pré-Pagos. No negócio de cartões, o futuro já é realidade.

As empresas dizem que teremos mais novidades nas formas de pagamento até 2022 do que nos últimos 50 anos

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