Em 2016, o mercado brasileiro de celulares registrou queda pelo segundo ano consecutivo. De acordo com o estudo Mobile Phone Tracker, realizado pela IDC Brasil, o volume de telefones móveis vendidos no País foi 5,2% menor do que no ano anterior. Mesmo assim, segundo a Anatel, o Brasil terminou o mês de março de 2017 com 242,8 milhões desses equipamentos, o que representa uma densidade de 117,2 aparelhos para cada 100 habitantes. O mercado é concorrido, mas a edição 2017 do ranking Marcas Mais mostra que o consumidor continua fiel às suas escolhas e manteve inalterados os top 3 do ano passado: Samsung, Apple e Motorola.

Para Loredana Sarcinella, diretora sênior de marketing da área de dispositivos móveis da Samsung Brasil, a manutenção do primeiro lugar é fruto do esforço que a empresa faz para compreender seus clientes da melhor forma possível. “Para nós, o processo de inovar em todos os dispositivos que desenvolvemos é um objetivo que buscamos diariamente, mas inovação que faça sentido e diferença na vida das pessoas”, diz. Para isso, a Samsung investe em duas vertentes: a emocional, por meio da qual demonstra os valores que a marca persegue; e a tangível, representada pelos incrementos tecnológicos. Além disso, a marca vem investindo fortemente no relacionamento com seus consumidores por meio das redes sociais.

Evandro Guimarães, managin director de ATL da Cheil Brasil, agência da Samsung, defende que manter uma relação sólida nos meios digitais é fundamental. “Hoje, sucessos ou fracassos são construídos quase que instantaneamente pelas mídias sociais. É importante ser atuante e estar sempre preparado para qualquer cenário que possa vir a acontecer. É preciso ter decisões mais estratégicas e mais rápidas quando falamos desse tipo de interação”, ressalta.

A Apple, com o iPhone e o iPad, mantém a segunda colocação no ranking, mas a situação da marca no Brasil não é estável. De acordo com a consultoria Couterpoint, a Apple perdeu mais da metade dos consumidores no País entre 2015 e 2016. O iPhone, que em 2015 correspondia a 8,3% dos celulares vendidos, fechou 2016 com apenas 3,8%. A empresa não relaciona uma coisa à outra, mas o Brasil foi incluído entre os países onde a companhia pretende lançar uma nova versão do iPhone 6, que pode fazer com que ela volte a ganhar participação.

Já a Motorola tem visto sua participação aumentar. De acordo com Bruno Couto, líder de marketing da companhia no Brasil, as vendas vêm se mantendo 20% acima da média do setor, isso graças à visão de melhorar a vida de todos, sempre. “Em termos de produtos, isso se traduz no compromisso de desenvolver tecnologias para solucionar problemas reais, com preços dentro da realidade de cada um, sem comprometer qualidade, design e, principalmente, a experiência  mobile”, explica. Para Couto, o grande marco dessa mudança foi o lançamento do Moto G, um smartphone  que oferece características e especificações de produtos premium por um preço acessível. E o consumidor respondeu de forma positiva a essa proposta. “O Moto G foi o aparelho mais vendido do Brasil, nosso maior sucesso, com aproximadamente 16 milhões de unidades vendidas, de 2013 até hoje”, afirma o executivo.

O consumidor continua fiel às suas escolhas e manteve inalterado o ranking apurado no ano passado

continuar lendo