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Medicina Veterinária: coordenadora fala sobre o mercado pet

Pet! Se antes eles eram considerados os melhores amigos dos homens, atualmente os animais de estimação ganharam outro posto: o de membro da família. A verdade é que não dá mesmo para resistir a tanto amor e carinho. E tamanha dedicação tem favorecido os pets e também aquecido a economia.

De acordo com a pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o faturamento de 2019 do segmento foi de R$ 20,3 bilhões. O resultado colocou o País no segundo lugar no ranking mundial em faturamento no mercado pet. Em média, os tutores de cães e gatos gastam aproximadamente R$ 200 e R$ 100 por mês, respectivamente.

Mudança de comportamento

A coordenadora do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário FMU, Ana Claudia Balda, explica que o crescimento já era esperado. “Houve uma aproximação que tornou os cães e gatos membros da família. Atualmente eles dormem na cama dos tutores, vivem dentro de casa, dividem os mesmos ambientes e muitas vezes até substituem filhos. Hoje em dia, vemos que muitos tutores priorizam seus cães e gatos e fazem o que for preciso para garantir o bem-estar e a saúde deles. Por isso esse crescimento ”

Quem reforça esse posicionamento é o professor, doutor e coordenador adjunto do curso de Medicina Veterinária da Universidade Anhembi Morumbi, Cesar Pereira. Para ele, houve uma alteração do status de cães e gatos no ponto de vista da ciência do bem-estar animal, ou seja, o valor atribuído aos animais pelos seres humanos.

“O valor deixou de ser utilitário e passou a ser afetivo. Daí a denominação animais de companhia, no qual estão incluídos não apenas cães e gatos, como também peixes, répteis, aves e pequenos mamíferos. O poder benéfico da relação humano e animal de companhia é tão poderoso que justifica a prática da chama Atividade ou Terapia Assistida com animais”.

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Mercado pet em expansão

Até em um momento como o da pandemia de coronavírus, os pets são ótimas companhias em casa para os seus tutores. Mas, é claro, eles também precisam de cuidados especiais. Afinal, se não é possível ir até a loja comprar os produtos necessários para os animais de estimação, o mundo digital se transforma em uma ferramenta poderosa para esse setor.

Atualmente, além de ração e brinquedos, as lojas começam a comercializar outros itens para toda a família. “Abrimos em 2019 nossa plataforma on-line para o marketplace. Com isso, ampliamos o número de itens oferecidos aos clientes principalmente no setor de casa e jardim. Agora, nosso cliente também pode comprar pelo nosso site produtos como tendas, barracas, churrasqueiras, escadas e utensílios de cozinha, por exemplo”, conta a gerente de marketing da Cobasi, Daniela Bochi.

Interferência do coronavírus

Em 2019, a Cobasi registrou faturamento de 1,3 bilhões, alta de 20% na comparação com 2018. Apesar de acreditar no crescimento do setor este ano, Daniela acha difícil mensurar os próximos números. “Agora é difícil em falar de uma projeção de mercado, por conta do coronavírus e a forma como afetou a economia mundial e, consequentemente, nacional. As projeções provavelmente serão revistas “.

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