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Administração, Negócios e Serviços

Nessa área são formados os profissionais que vão interpretar os acontecimentos econômicos e definir os rumos de empresas e organizações públicas e privadas. Veja quais são os melhores cursos em dez carreiras muito procuradas

ADMINISTRAÇÃO

Não é difícil de entender por que o curso de Administração é o segundo com mais alunos matriculados no Brasil, ficando atrás apenas de Direito*. “Administração permite atuar em todas as áreas e em qualquer lugar. O curso abre portas para todo tipo de carreira – setor público, ONGs e demais entidades do terceiro setor, empresas pequenas e grandes e também como empreendedor”, diz Mauricio Jucá Queiroz, diretor-geral da Faculdade FIA (Fundação Instituto de Administração), em São Paulo (SP).

Com um perfil tão diversificado, o curso absorve conhecimentos de diversas outras áreas, como psicologia, economia, direito, sociologia e filosofia. Mas não ficam de fora da grade curricular os conteúdos clássicos da administração, que representam as áreas de atuação básica do profissional: finanças, produção, marketing e recursos humanos, além de gestão de projetos, empreendedorismo e inovação.

Uma característica das melhores graduações é o uso de diversas metodologias em sala de aula, como estudos de casos, resolução de problemas, sala de aula invertida, seminários e debates. Os bons cursos também devem preparar o aluno para as mudanças que estão ocorrendo no mundo dos negócios.

OS MELHORES CURSOS
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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

O Brasil tem grandes problemas sociais que exigem soluções complexas para resolvê-los. É nesse contexto que o administrador público atua. Ele é o responsável pelo gerenciamento de instituições governamentais (como ministérios, secretarias e prefeituras) e pela elaboração de políticas públicas – ações que vão tratar problemas relacionados a diversas áreas, como saúde, educação e transporte.

Independentemente da abrangência da atuação, a profissão ganhou novos aspectos nos últimos anos. “A sociedade mudou e as respostas às demandas precisam ser muito rápidas. Hoje, o administrador público precisa ter vocação para gerar impacto social e estar disposto a lidar com problemas complexos que envolvem a sociedade rapidamente”, explica Cibele Franzese, vice-coordenadora do curso de Administração Pública da FGV-Eaesp (Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas).

Os cursos investem em uma grade curricular interdisciplinar. Assim, além das matérias comuns à Administração, há outras específicas, como direito público, licitações, estatística, banco de dados e finanças públicas.

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CIÊNCIAS AERONÁUTICAS

A carreira nas Ciências Aeronáuticas, ou Aviação Civil, não se restringe a formar pilotos de avião. “Ser piloto é o que mais desperta interesse, mas a pilotagem é apenas uma das áreas do segmento. Para cada piloto, existem comissários, equipes de planejamento, operações, manutenção, segurança de voo, enfim, um universo muito grande de profissionais”, explica Edson Luiz Gaspar, coordenador do curso de Aviação Civil da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.

Com tantas possibilidades de atuação, o profissional trabalha em companhias aéreas, em empresas de táxis aéreos e helicópteros, na prevenção de acidentes, na gestão aeroportuária e até lidando com Direito Aeronáutico.

Para pilotar, não há a obrigatoriedade de formação superior, mas quem tem o bacharelado sai na frente na busca de emprego. “Já temos empregadores que colocam como exigência o diploma superior, além das horas práticas de voo e do conhecimento da língua inglesa”, afirma Gaspar.

Para formar esse profissional, os cursos devem mesclar a grade curricular com matérias teóricas e oferecer uma carga horária forte também na parte prática, com aulas em simuladores de voo e em aeroclubes.

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CIÊNCIAS ATUARIAIS

O curso de Ciências Atuariais prepara o profissional que analisa os riscos e as expectativas financeiras e econômicas de uma determinada situação ou operação – a contratação de um seguro de vida, por exemplo –, usando metodologias baseadas em teorias econômicas e conhecimentos multidisciplinares.

Além da administração de seguros, o mercado de trabalho tradicional do atuário compreende as áreas de previdência e capitalização e encontra-se bem aquecido. “Somente seguros privados e previdência aberta movimentaram, em 2018, algo próximo a 3,5% do PIB nacional. Desde o ano 2000, o crescimento médio do setor tem sido da ordem de 6,5% ao ano”, conta João Vinícius de França Carvalho, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP).

De acordo com Carvalho, para gerenciar esse volume imenso de recursos há menos de 2 mil atuários no País inteiro.

É fundamental que o curso tenha uma boa base em matemática superior (cálculo e álgebra linear), probabilidade e estatística, computação, economia e contabilidade. Disciplinas específicas de matemática atuarial de seguros devem fazer parte do eixo profissionalizante.

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CIÊNCIAS CONTÁBEIS

Há anos discute-se no Brasil a necessidade de uma reforma tributária. O assunto encontra-se em pauta na Câmara dos Deputados e deve ser discutido nos próximos meses. Quando entrar em vigor, obrigará contadores a estudar cada um dos seus novos termos para aplicá-los no seu dia a dia.

“As regras tributárias mudam muito e os bons cursos precisam estar atentos para levar essas atualizações para o aluno o mais rápido possível”, esclarece Ronaldo Fróes, pró-reitor de Graduação e coordenador do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário Álvares Penteado (Fecap), em São Paulo (SP). Saber de todas essas regras é importante, pois o contador cuida das contas de uma empresa, controlando as receitas, despesas e o lucro. Também faz os pagamentos de tributos, entre outras funções, e deve entender os eventos econômicos e calcular os seus impactos nas organizações.

O perfil do contador também tem mudado com as inovações tecnológicas. Se há dez anos era preciso emitir notas fiscais à mão e depois inserir os dados de cada uma no computador, hoje esse processo é digital e automático, por exemplo. Para trabalhar na área é preciso ter registro no Conselho Regional de Contabilidade.

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CIÊNCIAS ECONÔMICAS

A imagem do economista muitas vezes é associada ao mercado financeiro. Mas sua atuação vai muito além disso e abrange áreas como educação, marketing e recursos humanos, a partir de um currículo em que disciplinas como matemática e estatística dividem espaço com história, ciências sociais e ciência política.

O economista ajuda pessoas, organizações e a própria sociedade a empregar da melhor maneira os recursos de que dispõem para atingir um objetivo. Pode atuar em bancos, empresas, consultorias, no setor público e em instituições como ONGs.

“Um candidato ao curso de Economia deve ter consciência de que se trata de uma ciência humana na medida em que leva em consideração inúmeras interações entre agentes (pessoas, empresas, governo...). O economista precisa compreender o contexto e a sociedade nos quais está inserido, desenvolvendo senso crítico e capacidade analítica”, diz Juliana Inhasz, coordenadora do curso de Economia do Insper, em São Paulo (SP).

Para formar economistas com esse perfil, os melhores cursos devem fomentar a participação dos estudantes de forma ativa, já que a capacidade de interação e argumentação é primordial, e estar abertos às novas tecnologias.

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COMÉRCIO EXTERIOR

O acordo assinado entre os países do Mercosul e a União Europeia, em junho, deu início à formação de uma das maiores áreas de livre-comércio do mundo. “Esse acordo significa um avanço enorme para o comércio exterior brasileiro. A expectativa é de aumento nos negócios entre os países”, explica Aline Zanão Benatto, coordenadora do curso de Negócios Internacionais da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), em São Paulo.

Isso aumentará a demanda pelo profissional formado em Comércio Exterior, que cuida da compra e venda de produtos e serviços entre empresas e governos, elabora estratégias de negócios e define a logística dos produtos importados e exportados. Na sua rotina, fica de olho nos eventos econômicos e políticos internacionais e até em eventuais conflitos diplomáticos que possam afetar os negócios. Atua em empresas importadoras, instituições financeiras, companhias privadas multinacionais, agências governamentais e operadores de câmbio e de seguro.

Para preparar esse profissional, os cursos apostam numa formação ampla, capacitando o bacharel para administrar todos os procedimentos de importação e exportação, mas também para lidar com a multiculturalidade.

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GASTRONOMIA

Chefiar uma cozinha exige disciplina, sensibilidade, liderança e, claro, muita técnica. Por isso, é comum encontrar nos cursos de Gastronomia desde pessoas que já têm seu próprio restaurante e querem se profissionalizar até aquelas que ainda sonham com uma carreira que ganhou status no Brasil nos últimos anos.

Demanda é o que não falta. De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o setor gera cerca de 450 mil novas oportunidades de emprego por ano. Sem contar a rede hoteleira, bufês, hospitais e empresas de catering (que fornecem refeições para eventos e companhias aéreas).

Os cursos apostam numa grade curricular em que o aluno aprende desde as funções triviais, como descascar, picar legumes e limpar carnes, até a fazer pratos mais elaborados. Também se estuda história da gastronomia, microbiologia e segurança alimentar. Possuir uma ou mais cozinhas profissionais completas é requisito obrigatório nas escolas. “Os cursos são 90% prática. Então, a estrutura é fundamental para que ele aprenda a técnica enquanto estuda”, explica Célia Denise Uller, coordenadora do curso de Gastronomia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Balneário Camboriú (SC).

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HOTELARIA

O curso de Hotelaria não se limita a preparar o profissional para atuar em hotéis. Durante o curso, o aluno se depara também com setores relacionados a restaurantes, bares, áreas de bem-estar e lazer, eventos e espaços de convenções. Todas essas são opções de atuação para o bacharel, em locais como empresas de eventos, spas, parques temáticos, restaurantes, shopping centers e até hospitais.

Para dar conta dessa diversidade de aspectos, as graduações trazem conteúdos básicos, como comunicação, psicologia, ética, cidadania e sustentabilidade, e específicos, como fundamentos do turismo e da hospitalidade, eventos e lazer, e serviços de alimentos e bebidas. Uma boa base de negócios e gestão também compõe a grade curricular.

Márcia Harumi Miyazaki, coordenadora da área de Hotelaria do Senac São Paulo, considera fundamental que os alunos tenham a oportunidade de vivenciar práticas em laboratórios (como os de restaurante e hospedagem) e experiências reais em hotéis-escola. “É na interação com o cliente e na vivência de situações do dia a dia que os estudantes conseguirão colocar em prática não só as competências técnicas que adquiriram, mas também as habilidades socioemocionais”, diz.

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TURISMO

O Brasil tem um dos maiores potenciais turísticos do mundo, segundo o World Travel & Tourism Council (WTTC). A expansão do setor no País é reflexo de uma tendência mundial. A movimentação de passageiros internacionais saltou de 25 milhões, em 1950, para 1,3 bilhão, em 2017, segundo dados da Organização Mundial do Turismo (OMT).

É nesse cenário que os cursos de Turismo formam os profissionais que vão elaborar e gerir projetos e roteiros turísticos, organizar viagens, promover espaços culturais e gerenciar hotéis e empreendimentos de lazer, como parques temáticos. Também podem atuar em consultoria, organização de eventos, agenciamento de transporte, entre outros segmentos.

Para dar conta desse amplo leque de possibilidades, os cursos trazem conteúdos de gestão e marketing e disciplinas como geografia e cartografia. “As melhores graduações também privilegiam a pesquisa, que permite uma visão mais ampla e aprofundada da área para lidar com os temas emergentes; a articulação com o mercado, por meio de parceria com empresas e players do setor; e a internacionalização”, afirma Michel Bregolin, coordenador do curso de Turismo da Universidade de Caxias do Sul (RS).

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